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Uma Palavra sobre o Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora!


 

Amados internautas, neste início de ano estou escrevendo vários artigos acerca da Assembleia de Deus e resolvi responder a uma pergunta que me fazem com frequencia: “Pastor Ciro, o que o irmão pensa acerca do GMUH?”

Há irmãos que fazem essa pergunta com sinceridade, porque querem mesmo ter um posicionamento acerca do congresso em apreço. Mas há outros que desejam ver o “circo pegando fogo”. E é por causa destes que eu demorei a responder à pergunta em apreço. Afinal, uma resposta minha quanto ao GMUH vale ouro para os geradores de polêmica na Internet, não é mesmo?

Escrevi, segundo a direção que recebi do Senhor, alguns livros acerca das aberrações que certos “pregadores” propagam: Erros que os Pregadores Devem Evitar (dois volumes) e Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria. E, por causa disso, os animadores de auditório, que mercadejam a Palavra (2 Co 2.17, ARA), não me veem com bons olhos. Alguns até conversam comigo, quando nos encontramos em congressos ou nos aeroportos. Mas outros…

Certos animadores de platéia têm feito questão de verberar contra mim, até mesmo em público. E alguns, quando têm a “valiosa” oportunidade de “pregar” sabendo que este expoente estará assentado na tribuna, valem-se da oportunidade para dizerem tudo o que, segundo eles, “preciso ouvir”. Houve um famoso “pregador” que chegou a perguntar ao organizador de um congresso se eu estaria presente no dia em que ele fosse “pregar”, pois ele gostaria de me dizer “algumas verdades”, em público. Lamentável.

Há pouco tempo, ainda, um “pregador” relativamente famoso, que se oferece para “pregar” no GMUH (mas ainda não pregou), aproveitou que eu estava em sua retaguarda para proferir, indiretamente, todo o tipo de provocações, como: “Você é frio”, “Só você está de cara amarrada”, “Você não repete o que mando dizer nem pega na mão do seu irmão, mas você é minoria”, etc. Ele sequer notou que a maioria não estava fazendo o que ele mandava. E todos perceberam que o alvo dele não era pregar a Palavra de Deus, e sim verberar contra este articulista.

Bem, creio que, ante esta exposição, fica claro que as minhas críticas, em meus livros, não se dirigem ao GMUH e sua liderança, mas aos erros que alguns “pregadores” (ou boa parte deles) ali têm cometido. A bem da verdade, considero o GMUH um congresso que, se for bem conduzido, pode dar frutos, como salvação de almas, edificação do povo de Deus, curas genuínas, arrecadação de recursos para a obra missionária, etc. Imagine o que aconteceria se boa parte daquele povo se conscientizasse da urgência da evangelização e da obra missionária? Afinal, estamos falando do mais numeroso congresso pentecostal brasileiro!

Sei que esta resposta pode decepcionar aqueles que desejam ver o “circo pegando fogo”, mas eu reitero que nada tenho contra o GMUH. Respeito o pastor Cesino Bernardino, da Assembleia de Deus em Camboriú, Santa Catarina, e acompanho o seu trabalho há muito tempo. Além disso, eu mesmo já participei de eventos do GMUH aqui na cidade do Rio de Janeiro. No ano passado, por exemplo, ministrei numa conferência organizada pela extensão Rio, a convite do meu amigo, pastor Melquisedeque Lima (foto).

Diante do exposto, é bom esclarecer também que o livro MAIS Erros que os Pregadores Devem Evitar, lançado pela CPAD em dezembro de 2007, contém uma narrativa fictícia intitulada “Que congresso!”, pela qual combato erros de animadores de auditório, de cantores-astros e de maus dirigentes de cultos e congressos. Mas ali, de modo algum, me referi especificamente ao GMUH. Reuni, na tal narrativa, diversos desvios do pentecostalismo bíblico e montei uma história fictícia.

Como eu sempre enfatizei neste blog — e muitos ainda não perceberam —, não tenho a intenção de expor pessoas ou de persegui-las. Por isso, evito ao máximo a citação de nomes negativamente. Não combato contra “a carne e o sangue” (Ef 6.12). Aliás, se eu fosse responder à altura a certo “pregador” que, em um grande congresso, me xingou, ao som de “glórias” e “aleluias” (que péssimo exemplo!), deixaria muitos irmãos chocados.

Os que desejam ver o “circo pegando fogo” agem como Tiago e João, que desejaram ver os samaritanos consumidos pelo fogo em razão de não receberem Jesus e seus discípulos (Lc 9.51-54). Mas, o que o Senhor lhes respondeu? “Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las” (vv.55,56).

Portanto, há pessoas sérias que frequentam o GMUH. Não podemos generalizar. E eu nada tenho contra os organizadores do evento. No entanto, não apoio certas bizarrices promovidas por “pregadores” que não querem andar segundo a Palavra. Alguém dirá: “Cite nomes, pastor Ciro”. Eu preciso mesmo fazer isso? O apóstolo Paulo precisou mencionar os nomes dos falsos apóstolos, que propalavam heresias e modismos em Corinto, aos quais chamou, ironicamente, de “os mais excelentes apóstolos”? Não, mas foi contundente ao denunciar os erros deles (2 Co 11).

A minha intenção, com este artigo, é demonstrar que o meu desejo não é que o GMUH acabe ou que seja um fracasso. Não! O meu sincero desejo é que os organizadores do evento tenham compromisso com a Palavra de Deus, e não com as preferências do povo, e atentem para o modelo de culto pentecostal da Bíblia, com decência e ordem (1 Co 14). É claro que, com isso, o número de participantes será reduzido, num primeiro momento, haja vista muitos interesseiros gostarem de certas “novidades”.

Não nos esqueçamos do grande exemplo constante de João 6.60-69. Vendo o Senhor Jesus que muitos o seguiam apenas por interesse — Ele curava enfermos, multiplicava pães e fazia milagres —, resolveu ser mais contundente na pregação do evangelho. E o que aconteceu? A maioria foi embora… No entanto, os poucos que ficaram, tendo Pedro como seu representante, disseram: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus” (vv.68,69).

por: Ciro Sanches Zibordi

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