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A guerra nada santa dos pastores


O líder da Igreja do Evangelho Quadrangular é acusado, entre outras coisas, de tramar a morte de desafetos

A Igreja do Evangelho Quadrangular é um portento religioso: tem 3 milhões de membros, cerca de 15000 igrejas espalhadas pelo país e uma arrecadação anual estimada em meio bilhão de reais. Presidida pelo pastor Mário de Oliveira, que está no exercício do sétimo mandato de deputado federal, a instituição se orgulha principalmente do trabalho de assistência social que realiza, inclusive no exterior. Seus líderes gostam de repetir, por exemplo, que enviaram mais alimentos às vítimas do tsunami que varreu a Ásia, em dezembro de 2004, do que o governo brasileiro. "Pregamos uma vida cristã ilibada e de honestidade. Uma vida regrada, sem envolvimento com vícios, com a corrupção", diz Oliveira. Esse receituário é nobre e comum à maioria das designações religiosas. No caso da Igreja do Evangelho Quadrangular, merece destaque por uma aparente contradição. Mário de Oliveira, que é presidente da instituição há dezesseis anos, é acusado por dois pastores de não seguir o que prega. Mais do que isso: de subverter tudo o que qualquer religião proclama ao encomendar a morte de duas pessoas, ludibriar as instituições e enriquecer à custa de fiéis.
Essas acusações foram feitas formalmente, em 19 de fevereiro passado, na Superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul. Partiram do pastor Osvaldeci Nunes, que privou da intimidade do deputado Mário de Oliveira durante cerca de quatro anos. Num depoimento que durou sete horas, Osvaldeci Nunes contou que, em 2009, o presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular lhe pediu para contratar um pistoleiro para matar Maria Mônica Lopes, ex-cunhada do parlamentar.

O assassinato seria encomendado porque Maria Mônica, ao se separar de um irmão de Mário de Oliveira, ficou com metade de uma fazenda que, na verdade, pertenceria ao deputado. As terras, localizadas em Miranda (MS), foram vendidas e Mônica ficou com uma parte do dinheiro. Mário de Oliveira não gostou, pois considerava a ex-cunhada apenas um laranja. "Ele tem um ódio mortal dela, que ainda corre risco de morrer", afirmou Osvaldeci Nunes. Para comprovar o que disse, o pastor anexou ao depoimento fotos e informações levantadas por um detetive sobre a rotina de Maria Mônica. Era, segundo ele, a preparação para o crime que acabou não acontecendo.
Na semana passada, o deputado Mário de Oliveira conversou com VEJA. Ele admitiu que conhece muito bem o pastor Osvaldeci Nunes. Confirmou também a venda da fazenda em Miranda e o litígio com a ex-cunhada, mas negou que tenha encomendado a morte dela. "O Osvaldeci é um mentiroso compulsivo, um psicopata", diz. Mônica não quis se pronunciar. Segundo o deputado, o pastor foi à Polícia Federal porque fracassou na tentativa de extorquí-lo. Desde 2009, o pastor exige dinheiro – sempre ele! – para não contar "tudo o que sabe". Para não revelar os segredos da igreja. Osvaldeci teria pedido 50000 reais e uma promoção na hierarquia da instituição. As supostas ameaças foram feitas por meio de mensagens enviadas por celular. Mário de Oliveira conta que repassou os torpedos ao Ministério Público de Minas Gerais, que ajuizou uma ação contra o antigo colega de pregação. Osvaldeci Nunes admitiu que mandou as mensagens a Mário de Oliveira, mas ressaltou que só agiu assim para se defender, já que teria sido ameaçado de morte por três vezes. Sobre o motivo da discórdia – dinheiro -, o pastor confirma que pediu, mas nada a ver com extorsão. "Ele me deve uma indenização trabalhista", garantiu.
Não é, porém, a primeira vez que o líder da Igreja do Evangelho Quadrangular é acusado de mandar matar desafetos. Em 2007, a polícia de São Paulo prendeu um pistoleiro supostamente contratado por Mário de Oliveira para matar o então deputado federal Carlos Willian, ex-integrante da igreja. Por envolver parlamentares, o caso chegou a ser investigado no Supremo Tribunal Federal, mas foi arquivado por falta de provas. O depoimento de Osvaldeci Nunes também traz novidades sobre o crime. Além de confirmar a participação do deputado na trama abortada pela polícia, ele confessa ter subornado a principal testemunha do caso para livrar Mário de Oliveira das acusações. "O Mário deu 50000 reais ao Odair (o pistoleiro) para mudar o depoimento. Quem foi levar o dinheiro para o Odair fui eu, no hotel Royal Palace, no centro de Belo Horizonte, em junho de 2007." Odair da Silva é ex-motorista do secretário nacional de comunicação da igreja. Ele frequentava a casa e a fazenda de Mário de Oliveira em Minas Gerais. O motivo do crime? Em seu depoimento, o pastor contou que Mário acusava Carlos Willian de roubar 800000 reais de uma emissora de rádio controlada pela igreja. Na semana passada, o pastor Donizete de Amorim confirmou à PF todas as acusações contra o deputado.
Dinheiro, dinheiro, dinheiro … O dinheiro parece estar no centro de todas as denúncias que pairam sobre o líder da igreja. Desde 2008, o deputado é investigado no Supremo Tribunal Federal também por formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica. Trata-se de uma apuração iniciada no Ministério Público de Minas Gerais sobre irregularidades na execução de convênios públicos destinados à recuperação de dependentes químicos – um inusitado e instigante caso de milagre remunerado. Os pastores prometiam curar viciados em drogas apenas com orações. Não curaram ninguém, evidentemente, mas embolsaram uma fortuna destinada ao programa. O dinheiro foi parar na conta de alguns pastores, em propriedades da igreja e em bancos no exterior. O relatório do processo aponta indícios de que Mário de Oliveira tinha – plena ciência do esquema fraudulento que envolvia os milagrosos convênios da Quadrangular. "Eu já fui inocentado disso", garantiu o deputado.
Nascido numa família humilde, Mário de Oliveira teve uma infância difícil. Ele conta ter calçado um sapato pela primeira vez aos 14 anos de idade. Ganhava a vida como ajudante de padeiro e servente de pedreiro até entrar para a igreja. Aos 19 anos, já pregava, dando início a uma impressionante ascensão dentro da Quadrangular. "Ele é uma espécie de mito na igreja", conta o pastor Jefferson Campos, que está no terceiro mandato de depurado federal. O mito seria resultado, além de um competente trabalho de evangelização, do crescimento em progressão geométrica da instituição. Nos últimos dezesseis anos, período em que ele está na presidência, a igreja se espraiou por todas as unidades da federação e amealha um rebanho cada vez maior. Ao mesmo tempo, Mário de Oliveira trocou a realidade franciscana dos tempos de infância por um patrimônio respeitável. Hoje, a família dele tem casas, lotes, fazendas e carros de luxo. Na declaração de renda que entregou à Justiça Eleitoral em 2006, o deputado apresenta uma relação de bens no valor módico de 2,3 milhões de reais. Em 2010, o patrimônio caiu para 687000 reais. Não, o pastor não decidiu fazer voto de pobreza. O político Mário de Oliveira conta ter ficado deprimido, com medo de morrer, e por isso transferiu parte de seus bens para os sobrinhos.

 

Da Veja e vi no site do EXÉRCITO BRASILEIRO!!!

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Santo também Carlos William não é:

Gabinete de deputado vira balcão de negócios

Gabinete do deputado Carlos William (PTC/MG) serve como sede de uma empresa. No local são feitas negociações para interferir em licitações e planos de vingança contra desafetos

Maria Clara Prates – Estado de Minas

 

Deputado federal Mário de Oliveira (PSC/MG) (e), escolheu o advogado Carlos Willian (d), a quem conheceu numa viagem a Ipatinga, há mais de 20 anos, como seu fiel escudeiro.

Gravações telefônicas, com autorização judicial, feitas pela Polícia Federal de Minas, demonstram que no escritório do deputado federal Carlos Willian (PTC/MG), em Belo Horizonte, são feitas articulações que vão muito além das atividades parlamentares. Seiscentas horas de conversas captadas para apurar um roubo ao apartamento do assessor de Willian, Charles Santos Sousa, em junho passado, demonstram que o local funciona como um verdadeiro balcão de negócios, onde vale tudo: fraudar licitações, o tráfico de influências para conseguir favores junto às administrações municipais e estaduais e, até mesmo, tramar vinganças contra os desafetos. Uma das maiores evidências das negociatas é que no mesmo endereço do escritório de Carlos Willian funciona a empresa CSS Tratamento de Resíduos Ltda, que tem Charles como sócio, um lobista, como ele se intitula. Ela teria sido montado para disputar licitação na Belotur.
Algumas das conversas entre o auxiliar e o deputado trazem à tona ainda a intensa guerra travada entre Carlos Willian e o deputado federal Mário de Oliveira, também presidente nacional da Igreja de Evangelho Quadrangular, na qual sobram rancores até mesmo para os aliados. Presos a uma verdadeira rede de intrigas –à qual a divulgação do suposto atentado contra Willian, em junho passado, tramado pelo ex-companheiro político Oliveira –, acrescentou tons ainda mais fortes na queda-de-braço. Depois de assumir o papel de vítima, Carlos Willian se transforma em algoz e diz, agora, querer “arrebentar” o pastor Rogério Rocha Xavier, superintendente da 20ª região da Grande Belo Horizonte da Quadrangular, que administra 14 igrejas e é um fidelíssimo aliado de Mário de Oliveira.
Numa ligação telefônica com Charles, no dia 26 de junho passado, às 7h24, Carlos Willian deixa transparecer o ódio e desabafa: “Tô doido para meter um ferro neste pastor Rogério”. Dono de um estilo falastrão, Charles não nega o apoio ao chefe: “Eu também tô doido para meter um ferro nele”. O auxiliar ainda vai mais longe: “Eu vou arrumar uma fórmula para pegar ele. Dar um susto nele”, mas Carlos Willian dá uma contra ordem: “Dar um susto, não. Tem que pegar e arrebentar ele”. Assim como o atentado que teria sido tramado contra ele, a ameaça ao pastor Rogério também foi parar numa delegacia. Em 8 de janeiro, o auxiliar de Mário de Oliveira registrou na Delegacia Distrital Noroeste o Boletim de Ocorrência nº 2008-000008646, no qual aponta Carlos Willian como autor das ameaças.
Sigilo As gravações fazem parte do processo de número 0024077752927, que tramita na 11ª Vara Criminal, para apurar a responsabilidade apenas dos suspeitos de participarem do assalto ao apartamento de Charles. A Polícia Federal de Minas, por meio de sua assessoria de comunicação, informou que não comenta as investigações porque elas foram realizadas sob segredo de justiça, mas destacou que nenhum dos outros indícios de crimes é de competência da corporação e, por isso, cabe ao Ministério Público Estadual adotar as providências cabíveis. De acordo com a movimentação processo, o momento é de juntar documentos e qualquer medida a ser adotada só deve vir depois da sentença no crime de assalto.
Em suas investigações, a Polícia Federal descartou qualquer relação entre o assalto ao apartamento do assessor e o suposto atentado contra o deputado Carlos Willian. O roubo foi atribuído a pessoas do próprio círculo de relacionamento de Charles, que repassaram informação para uma quadrilha de assaltantes. Mas as apurações mostram também um lado obscuro dos negócios promovidos pelo assessor parlamentar. Os grampos revelam que, apesar de informar à polícia que foram roubados em sua casa R$ 30 mil, Charles confessa aos amigos que o valor foi muito superior: R$ 135 mil. Diz ainda que teve que mentir porque não tinha como explicar a origem do dinheiro. Para os federais, o assessor disse que a verba de R$ 30 mil era para arcar com despesas de um evento que seria promovido pelo gabinete do deputado Carlos Willian.
Ao contrário do roubo a Charles, esclarecido pela PF, o suposto atentado contra Carlos Willian permanece cheio de mistérios. O Supremo Tribunal Federal, a pedido do próprio procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, e a Corregedoria da Câmara dos Deputados pediram o arquivamento do caso por falta de provas. A Polícia Civil de São Paulo foi quem teria descoberto a trama e, apesar de ter enviado um chip de celular com gravações de conversa do deputado Mário de Oliveira com um intermediário do crime, além de documentos, não conseguiu nem mesmo identificar o pistoleiro. Ficou o dito pelo não dito, mas o que deixou Carlos Willian irado é a versão apresentada por alguns pastores da Quadrangular, entre eles Rogério Xavier, de que o atentado era uma vingança de traficantes que, quando ele ainda advogava, lhe pagaram com um avião para se ver livre das grades, o que não ocorreu.

  1. Ribamar Damasceno Reis
    12/05/2013 às 02:47

    Agora entendi porque os pastores da Quadrangular defendem tanto o Malafaia e o tal de Marcos Feliciano, já vem do seu líder maior o espírito da sacanagem. Que vergonha e ainda ficam se preocupando com os gays.

  2. Anônimo
    09/04/2012 às 19:57

    cambada de pilantra sem vergonha, unção ou azeite que eles tem servirá para frita-los no inferno.

  3. net569
    31/03/2012 às 14:56

    Paulo ficou rico? Pedro ficou rico? MAteus ficou rico? Lucas ficou rico? João ficou rico? poderia citar outros nome mas vou ficar nesses. Creio que alguns viveram do evangélho (todo obreiro é digno de seu salário; concordo) agora qual desses ou quais desses se enriqueceram? Paulo tinha a profissão dele e nem por isso deixou de pregar o evangelho e isso sem tv, rádio, internet, revistas e etc….; Creio eu que pode juntar todos os pastores e posso dizer que nenhum chega aos pés de Paulo (digo no que diz respeito a pregação genuina da palavra de Deus, afinco e FÉ). Vejam o exemplo de Paulo ele não queria ser pesado, por isso tinha sua profissão. Creio que o Pastor verdadeiro tem amor pelas almas, Pastor verdadeiro é aquele que nega a si próprio para pregar o evangélho. A biblía diz que o obreiro pode sim viver do envangélho;, MAS NÃO DIZ QUE PODE SE ENRIQUECER DO EVANGÉLHO. A própria biblía diz: para que juntar tesouros na terra onde a traça, o ferrugem detroem tudo; MAS DIZ PARA JUNTAR TESOUROS NO CÉU. os Dicipulos, apóstolos de Jesus Pregavam por amor e temor a Deus; será que hoje é assim?

  4. mara
    13/03/2012 às 22:33

    Ninguém é capaz de contrapor honestamente este estudo biblico? usando legitimamente a biblia? eu gostaria muito de ver os grandes lideres das milhares de igrejas tendo que prestarem contas de suas riquezas e patrimonios, justificando a origem de seus milhoes… claro que todos sabemos a origem, nao é? saem do bolso de milhoes de pobres que sao enganados e explorados todos os dias…

    O que os lideres das igreja deveria ensinar sobre o dízimo, mas faz questão de esconder?
    que O dizimar não é uma doutrina cristã
    Um ensaio por Russell Earl Kelly, Ph.D. Doutorado em teologia.
    Pastor da igreja batista. Estados unidos das Américas.
    INTRODUÇÃO:
    O seguinte estudo é apenas um resumo do livro, do Doutor Russel Kely “Tem a Igreja o direito de cobrar o Dizimo?” As conclusões de um teólogo no tocante a uma doutrina tabu. O livro que tem 290 paginas, em si é uma versão maior de minha tese de doutorado e cátedra Ph.D. desafio aos educadores bíblicos a serem honestos, que abram seus níveis de investigação em seus seminários e promovam estudos sobre este tema nos níveis de magistério, doutorado e catedrático. Esta doutrina falsa e exploradora, é demasiado importante para passá-la por verdadeira. Sendo uma mentira conveniente,
    Em todas as igrejas de hoje a falsa doutrina do dízimo se converteu em todo um escândalo. Por um lado, a maioria dos livros de texto a nível de seminário referentes à teologia sistêmica e a hermenêutica escritos por eruditos de muita preparação omitem o tema do dízimo, e por outro lado, a prática rapidamente está a se converter num requisito para ser membro nas mesmas denominações que dizem fazer questão de doutrinas fundamentadas na Bíblia, neste caso, existe uma demagogia clara, Também há mais e mais provas de que leigos que questionam a legitimidade de dizimar sob o Novo testamento, são criticados e desprezados como polemistas ou cristãos fracos. Líderes cristãos sinceros sempre devem estar dispostos a um diálogo aberto em torno da Palavra de Deus. A recusa em tratar o assunto so mostra que querem manter no enganano o povo do senhor,e deles se aproveitarem intencionalmente de ma fé…
    O que os lideres das igreja deveria ensinar sobre o dízimo, mas faz questão de esconder?
    que O dizimar não é uma doutrina cristã
    Um ensaio por Russell Earl Kelly, Ph.D. Doutorado em teologia.
    Pastor da igreja batista. Estados unidos das Américas.
    INTRODUÇÃO:
    O seguinte estudo é apenas um resumo do livro, do Doutor Russel Kely “Tem a Igreja o direito de cobrar o Dizimo?” As conclusões de um teólogo no tocante a uma doutrina tabu. O livro que tem 290 paginas, em si é uma versão maior de minha tese de doutorado e cátedra Ph.D. desafio aos educadores bíblicos a serem honestos, que abram seus níveis de investigação em seus seminários e promovam estudos sobre este tema nos níveis de magistério, doutorado e catedrático. Esta doutrina falsa e exploradora, é demasiado importante para passá-la por verdadeira. Sendo uma mentira conveniente,
    Em todas as igrejas de hoje a falsa doutrina do dízimo se converteu em todo um escândalo. Por um lado, a maioria dos livros de texto a nível de seminário referentes à teologia sistêmica e a hermenêutica escritos por eruditos de muita preparação omitem o tema do dízimo, e por outro lado, a prática rapidamente está a se converter num requisito para ser membro nas mesmas denominações que dizem fazer questão de doutrinas fundamentadas na Bíblia, neste caso, existe uma demagogia clara, Também há mais e mais provas de que leigos que questionam a legitimidade de dizimar sob o Novo testamento, são criticados e desprezados como polemistas ou cristãos fracos. Líderes cristãos sinceros sempre devem estar dispostos a um diálogo aberto em torno da Palavra de Deus. A recusa em tratar o assunto so mostra que querem manter no enganano o povo do senhor,e deles se aproveitarem intencionalmente de ma fé…
    Item # 2: Na Palavra de Deus o Dízimo Sempre foi em Alimento! No período que ele foi exigido, hoje nem isso é.
    O falso ensino é que os dízimos bíblicos incluia TODO tipo de ganho.
    Utilize a Palavra de Deus para definir o que é “o dízimo.” Não utilize um dicionário secular! Abra uma concordância bíblica completa e descobrirá que a definição que usam os promotores do dízimo está equivocada. Na Palavra de Deus o “dízimo” não aparece por si só de forma alguma. mesmo que já o dinheiro existisse antes do dízimo, a forma original do “dízimo” de Deus nunca foi em dinheiro. Era o “dízimo de alimento.” Isto é muito importante: O verdadeiro dízimo bíblico sempre foi somente em forma de alimento da terra e das manadas somente dos israelitas, quem viviam somente dentro da Terra Santa de Deus, dentro da fronteira nacional de Israel. O aumento recolhia-se do que Deus tinha produzido e não pela habilidade ou perícia humana.
    Há 15 versículos tomados de 11 capítulos e 8 livros, desde Levítico 27 até Lucas 11, que descrevem o conteúdo do dízimo. E o conteúdo jamais (reafirmo), jamais incluiu dinheiro, prata, ouro ou qualquer outra coisa que não fosse alimentos tomados dentro de Israel! No entanto, a definição equivocada do “dízimo” é a que se segue pregando como o maior erro tocante ao dízimo hoje! (Veja-se Lev. 27:30, 32; Núm. 18:27, 28; Deut. 12:17; 14:22, 23; 26:12; 2ª Crô. 31:5, 6; Nee. 10:37; 13:5; Mal. 3:10; Mat. 23:23; Luc. 11: 42).
    Item #3: O Dinheiro Era um valor muito utilizado, porem Não Dizimado, nem aceito por Deus, como dizimo.
    A falsa premissa é que o escambo de alimentos geralmente substituía o dinheiro.
    Um argumento a favor de dizimar com bens não alimentícios é que o dinheiro não era universalmente disponível e para a maioria dos intercâmbios se usava a escambo de alimentos. Este argumento não é bíblico. Gênesis, por si só, utiliza a palavra “dinheiro” em 32 textos e a palavra ocorre 44 vezes antes que se mencione o dízimo pela primeira vez em Levítico 27. A palavra shekel também aparece com freqüência desde o Gênesis até Deuteronômio.
    De fato, séculos antes que Israel entrasse em Canaã e começasse a dizimar os alimentos da terra santa de Deus, o dinheiro era um bem indispensável diariamente. Por exemplo, havia dinheiro em forma de shekels para o pagamento por escravos (Gên. 17:12+); terra (Gên 23:9+); liberdade (Êxo. 23:11); multas judiciais (Êxo. 21; 22); resgates do santuário (Êxo. 30:12+); votos (Lev. 27:3-7); impostos do censo (Núm. 3:47+), bebidas alcoólicas (Deut. 14:26) e dote matrimonial (Deut. 22:29).
    De acordo com Gênesis 47:15-17 o alimento se usava em escambo somente depois que se tinha esgotado o dinheiro. A palavra de Deus em Levítico define leis bancárias e de usura ainda antes do dízimo. Portanto, o argumento de que o dinheiro não prevalecia o suficiente para o uso diário é falso. No entanto, o dízimo, em si, nunca incluía dinheiro em efetivo de bens não alimentícios, como outros produtos e negócios.
    Item #4: O Dízimo de Abraão a Melquisedeque Manifestava Uma Tradição Pagã.
    O falso ensino é que Abraão dava livremente de seus dízimos porque era a vontade de Deus.
    Pelas seguintes razões não se pode usar a Gênesis 14:20 como um exemplo para que os cristãos dizimem:
    (1) A Bíblia não diz que Abraão deu “livremente” este dízimo.
    (2) A dádiva de Abraão NÃO foi um dízimo santo da terra santa de Deus recolhido pelo povo santo de Deus de acordo ao santo pactuo antigo de Deus.
    (3) O dízimo de Abraão foi somente do despojos da guerra e era de rigor em muitas nações, ele não foi o inventor do dizimo, mas era uma tradição idolatra.
    (4) Em Números 31, Deus somente exigiu 1% do despojos da guerra.
    (5) O dízimo de Abraão a Melquisedeque foi um evento que se registrou somente uma vez.
    (6) O dízimo de Abraão não foi de seus bens pessoais.
    (7) Abraão não guardou nada para si mesmo; ele devolveu tudo.
    (8) O dízimo de Abraão não se usa como exemplo em nenhum lugar da Bíblia em apoio do dízimo.
    (9) Gênesis 14, versículo 21 é o texto chave. Já que a maioria dos comentários bíblicos explica o versículo 21 como um exemplo de uma tradição árabe pagã, é uma contradição explicar 90% do versículo 21 como pagão, e ao mesmo tempo insistir que os 10% do versículo 20 era a vontade de Deus.
    (10) Se Abraão é um exemplo para que os cristãos lhe dêem 10% a Deus, então também deve ser exemplo aos cristãos para que lhe dêem os outros 90% a Satanás, ou ao rei de Sodoma!
    (11) Já que eles mesmos eram sacerdotes, nem Abraão nem Jacó tinham que manter um sacerdócio levítico; portanto provavelmente deixavam alimentos para os pobres em seus altares.
    Item #5: O Primeiro Dízimo Chegava às Mãos dos Servos dos Sacerdotes.
    O falso ensino é que os sacerdotes do Antigo Testamento recebiam tudo do primeiro dízimo. Mentira, quem recebia era os levitas.
    O povo não levavam nenhum dizimo para o templo, pra casa do tesouro, mas em suas cidades onde plantavam e colhiam é que eram entregue aos levitas que ali moravam. Pois os levitas receberam 48 cidades espalhadas em todas as tribos. Nm 35 v 1-8, Js 21 v 33-41. E la nas cidades onde os levitas residiam e recolhiam os dízimos anualmente, um representante dos sacerdotes compareceria para pegar a parte que a eles era destinadas chamado de Dizimo dos Dizimos. e levadas à casa do tesouro. Uma dispensa Onde se guardavam os objetos de ouro e de prata que eram usados na liturgia do culto do antigo testamento, daí a razão de ser chamado de “casa do tesouro” e neste mesmo espaço se armazenavam os alimentos ( Dizimo dos Dizimos) Nem 10 v 37-38b.
    O dízimo “inteiro”, o primeiro dízimo, de jeito nenhum chegava aos sacerdotes. De acordo com Números 18:21-24 e Neemias 10:37b, ia aos servos dos sacerdotes, os levitas. E de acordo com Números 18:25-28 e Neemias 10:38, os levitas era quem davam o “dízimo destes dízimos” (10%) do que recebiam para a casa do tesouro, aos sacerdotes que ministravam o holocausto pelo pecado e serviam nos lugares santos. Os sacerdotes não dizimavam. (O que esta escrito em Apocalipse 1 v 5 e 6. Mesmo? Não é que Jesus nos lavou em seu sangue, e nos fez reino e Sacerdotes, SACERDOTES? Para Deus o pai,)
    Também é importante se dar conta que, por causa do recebimento destes dízimos, tanto os levitas como os sacerdotes renunciavam a todo direito de receber terras por herança dentro de Israel (Núm. 18:20-26; Deut. 12:12; 14:27, 29; 18:1, 2; Jos. 13:14, 33; 14:3; 18:7; Eze. 44:28). Ainda, se no novo testamento existissem os dízimos semelhante ao velho testamento primeiramente iriam aos diáconos que representam melhor (levitas) para que ajudassem os que tocam instrumentos, (Musicos) aos porteiros, e para a manutenção dos edifícios. Mas não existe este mandamento hoje.
    Item #6: “Será Santo ao Senhor” Não Designa ao Dízimo Como Uma Norma Moral Eterna.
    O falso ensino é que Levítico 27:30-33 comprova que o dízimo é uma “norma moral eterna” porque “é santo ao Senhor.”
    As frases “será santo ao Senhor” e “será santíssimo ao Senhor” são de uso comum em Levítico. No entanto, o uso destas mesmas duas frases em Levítico foi descartado pelos cristãos desde há muito tempo. Estas frases se usavam para descrever todos os dias de festas, as oferendas dos holocaustos, os alimentos limpos, os sacerdotes do pacto antigo e o santuário do pacto antigo. Se a frase “santo ao senhor” torna o Dizimo valido para hoje, as demais coisas precedidas da mesma frase, também o será. Leiam-se particularmente os versículos 28 e 29 do mesmo capítulo. Pegar a questão dos dízimos e recusar os outros é uma hipocrisia grosseira.
    Ainda que o “dízimo do dízimo” (10%) que era entregue aos sacerdotes era o “melhor” do que recebiam os levitas, o dízimo que recebiam os levitas era somente “uma décima parte” e não era do “melhor” (Lev. 27:32,33).
    Item #7: As Primícias Não São o Mesmo Que os Dízimos
    A falsa premissa é que os dízimos são o mesmo que as primícias.
    As primícias eram uma quantidade muito pequena da primeira colheita e o primogênito era o primeiro nascido dos animais. As primícias eram tão pequenas que cabiam dentro de um canastro de mão (Deut. 26:1-4, 10; Lev. 23:17; Núm. 18:13-17; 2º Crô. 31:5a).
    As primícias e a oferta do primogênito iam diretamente ao templo para o consumo único dos sacerdotes que tinham a obrigação de consumi-las em sua totalidade dentro do templo (Nee. 10:35-37a; Ex. 23:19; 34:26; Deut. 18:4).
    Todo o dízimo levítico ia primeiro às cidades dos levitas, não iam para o templo ou tenda, e certas porções iam ao templo para alimentar tanto aos levitas como aos sacerdotes que ministravam ali por turno (Nee. 10:37b-39; 12:27-29, 44-47; Núm. 18:21-28; 2º Crô. 31:5b). Ainda que os levitas alimentavam-se com o dízimo, os sacerdotes podiam comer também das primícias, das oferendas do primogênito e outras oferendas. Os levitas tinham as funções de: porteiros, guardas, cantores, servidores do templo, tesoureiros, escrivão, entre outras. Ne 10 v39. Ed 2v70 1° Cr v20 e 29. E se eram eles que recebiam os dízimos, quem melhor os representariam hoje? Não seriam os diáconos por direito? Mas não há este mandamento para a igreja de cristo.
    Item #8: A Bíblia Descreve Quatro Diferentes Tipos de Dízimos. Mas as instituições por conveniência so adotaram parte de um, o religioso e que vai para o bolso dos seus lideres.
    A falsa doutrina ignora todos os outros dízimos e enfoca-se numa interpretação errônea do primeiro dízimo religioso. hipocrisia conveniente não é?
    O primeiro dízimo religioso, chamado o “dízimo levítico” tinha duas partes. Novamente, o primeiro dízimo, por inteiro, entregava-se aos levitas que eram somente os servos dos sacerdotes (Núm. 18:21-24; Nee. 10:37). Os levitas, por sua vez, davam uma décima parte de todo o dízimo aos sacerdotes (Núm. 18:25-28; Nee. 10:38). De acordo com Deuteronômio 12 e 14, o segundo dízimo religioso, chamado o “dízimo da festa,” era consumido pelos adoradores (os próprios dizimistas) nas ruas de Jerusalém durante os três festivais anuais (Deut. 12:1-19; 14:22-26). E de acordo com Deuteronômio 14 e 26, um terceiro dízimo, chamado o “dízimo para os pobres”, guardava-se na própria cidade do dizimista, em cada terceiro ano para alimentar aos pobres (Deut. 14:28,29; 26:12,13). Mas os cobradores de dízimos nem de longe fazem referencia a este não é? Ademais, de acordo com 1º Samuel 8:14-17, o governante recolhia o primeiro e o melhor dez por cento para o uso político.sendo um quarto Dizimo. Durante o tempo de Jesus Roma recolhia o primeiro dez por cento (10%) de quase todo o alimento e o vinte por cento (20%) do fruto das colheitas como seus despojos de vencedor. Alguém pode perguntar-se que vem a ser o que as igrejas estão a tratar de esconder quando escolhem o dízimo religioso que mais lhes convém para seus fins e descartam os outros dois dízimos religiosos importantes.
    Item #9: Jesus, Pedro, Paulo e os Pobres Não Dizimavam! E nenhum outro cristão também não.
    O falso ensino é que todo mundo no Antigo Testamento tinha a obrigação de dar a Deus os dízimos, mentira!!!…
    Os pobres não tinham obrigação alguma de dizimar!hoje Nem pobres nem ricos tem este mandamento. Nenhum dos apóstolos o ensinaram.
    nem ninguém é obrigado por mandamento bíblico a dizimar hoje. e também não se dizimava dos resultados da mão de obra do trabalhador, artesão ou por habilidade alguma. Somente os agricultores e pecuaristas recolhiam o dízimo do que Deus produzia em aumento. Jesus era um carpinteiro; Paulo era um fabricante de tendas e Pedro era um pescador. Nenhum destes labores os qualificava para dizimar porque não cultivavam a terra nem cuidavam do gado para subsistir. Portanto, é incorreto ensinar que todos pagavam rigorosamente ao menos o dízimo e, todavia, que no Novo Pacto os cristãos têm a obrigação de, ao menos, começar com o mínimo do que davam os israelitas no Pacto Antigo. Esta falsa doutrina se repete muito com freqüência e desconhece por completo a definição tão clara do dízimo como alimento recolhido dos produtos do aumento da semeadura ou do aumento do gado.
    Também é um erro ensinar que os pobres de Israel tinham a obrigação de pagar o dízimo. De fato, eles mesmos recebiam o dízimo! Uma grande parte do dízimo da segunda festa e todo o dízimo especial do terceiro ano era para os pobres! Tinha muitas leis que protegiam aos pobres de abuso e de sacrifícios custosos que não podiam custear (veja-se também Lev. 14:21; 25:6, 25-28, 35, 36; 27:8; Deu. 12:1-19; 14:23, 28, 29; 15:7, 8, 11; 24:12, 14, 15, 19, 20; 26:11-13; Mal. 3:5; Mat. 12:1, 2; Marcos 2:23, 24; Lucas 2:22-24; 6:1, 2; 2ª Cor. 8:12-14; 1 Tim. 5:8; Tiago 1:27).hoje são os pobres que são mais explorados. Os trabalhadores que ganham um salário mínimo, e tem que sustentar a família e pagar água luz as vezes aluguel e ainda tem que pagar para ser crente, e ser considerado fiel, e não ser chamado de ladrão, também as viúvas e aposentados. E nenhuma ajuda recebem destas instituições “filantropicas” entidades capitalistas que tiram dos pobres em nome de Deus, para enriquecer mais os seus ricos, e até milionários “pastores” lideres. Seriam estes os gananciosos que Pedro se referiu? 2°Pd 2v3, que fariam dos crentes do senhor um comércio. Serão estes também mercenários Jo 10 v 12. O que é um mercenário?…falando em mercenários, me lembrei também dos astros pregadores e cantores, que de congresso em congresso, de igreja em igreja estão enchendo suas contas bancarias com o dinheiro dos pobres fiéis. Ai eu me lembro de Miq 3 v 11. ( os teus chefes dão as sentenças por suborno, os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus “profetas” (pregadores e cantores) profetizam por dinheiro.e ainda se apóiam no senhor! Dizendo: o senhor esta conosco.
    Item #10: Com Freqüência o Dízimo Usava-se Como Um Imposto Político.
    O falso ensino é que os dízimos nunca se podem comparar aos impostos ou à taxação.
    Na economia hebraica, o dízimo se usava de uma maneira totalmente diferente do que se prega hoje. Outra vez, os levitas que recebiam todo o dízimo nem sequer eram ministros ou sacerdotes – eram somente os servos dos sacerdotes! Números, capítulo 3 descreve os levitas como carpinteiros, operários em metalúrgica, curtidores e artesãos que cuidavam da manutenção do pequeno santuário. E de acordo com 1º das Crônicas, capítulos 23-26, durante o tempo do rei Davi e do rei Salomão os levitas ainda eram exímios artesãos encarregados da inspeção para dar o visto bom a toda a obra do templo: 24.000 trabalhavam no templo como operários e capatazes; 6.000 eram oficiais e juízes; 4.000 eram guardas e 4.000 eram músicos. Como representantes oficiais do rei, os levitas usavam seus rendimentos do dízimo para cumprir como oficiais, juízes, cobradores de impostos, tesoureiros, guardas do templo, músicos, padeiros, cantores e soldados profissionais (1º Crô. 12:23, 26; 23:2-5; 26:29-32; 27:5). A razão pela qual estas formas do uso dos rendimentos do dízimo não se usam como exemplos hoje para a igreja é óbvia.
    Também é importante saber que os dízimos do Pacto Antigo jamais foram usados para a evangelização dos que não eram israelitas. Pois não tinham este objetivo! Veja-se Hebreus 7:12-19. Os dízimos jamais foram recursos para que os levitas ou sacerdotes do Pacto Antigo estabelecessem missão alguma ou movessem a um gentil que fosse a se converter em israelense (Êxo. 23:32; 34:12, 15; Deut. 7:2). O dízimo do Antigo Pacto foi motivado e dado por mandato da lei, e não pelo amor. De fato, durante a maior parte da história de Israel os oráculos de Deus foram os profetas – e não os levitas e sacerdotes que viviam do dízimo religiosos a eles destinados.
    Item #11: Os Dízimos Levíticos em Geral Eram Levados às Cidades dos Levitas.
    Falsos mestres querem que pensemos que, tal qual no Antigo Testamento, os dízimos que se levavam ao templo agora devem ser levados para os edifícios da igreja”. E encaminhados aos bolsos dos pastores de pequenas congregações e matrizes das mesmas, como altos salários e outras regalias caras.
    O dízimo “inteiro” NUNCA se levava ao templo! Em realidade, a grande parte dos dízimos levíticos jamais chegava ao templo! Os que ensinam outra coisa ignoram as 48 cidades levíticas e as 24 classes dos levitas e sacerdotes. De acordo com Números 35, Josué 20, 21 e 1º das Crônicas 6, os levitas e sacerdotes viviam em terra emprestada como Jericó e Hebrom que rodeavam as cidades levíticas onde eles lavravam as terras e criavam gado (dizimado). Também é claro, a partir de 2º das Crônicas 31:15-19 e Neemias 10:37, que as pessoas do povo tinham que levar seus dízimos às cidades levíticas. Por quê? Porque ali é onde vivia os 98% dos levitas e sacerdotes com suas famílias a maior parte do tempo. Veja-se também a Josué 20, 21; Núm. 35; 1º das Crônicas 6:48-80; 2º Crônicas 11:13-14; Nee. 12:27-29; 13:10 e Mal. 1:14 para as cidades levíticas.
    Item #12: O Texto do Dízimo Que É Mais Abusado propositalmente é Malaquias 3v10.
    O falso ensino dos dízimos a partir de Malaquias 3 ignora cinco fatos bíblicos importantes: Malaquias cap. 1 v 1, deixa claro que sua mensagem se dirigia ao povo Judeu, e principalmente aos sacerdotes corruptos, ML 2 v 1 a 3, leia ainda Mal 2 v 7-9 em paralelo com Mal 3v7… vejam ai que malaquias esta falando aos sacerdotes que estavam roubando a Deus E não à Igreja de cristo.
    (1) Malaquias está no contexto do Pacto Antigo e jamais se cita no Novo Pacto para abonar o dízimo (Lev. 27:34; Nee. 10:28, 29; Mal. 3:7; 4:4).
    (2) Em 1:6; 2:1 e 3:1-5 Malaquias claramente dirige-se aos sacerdotes que não têm honradez senão estão sob maldição devido a que tinham roubado as melhores ofertas de Deus.
    (3) Deve-se considerar que os levitas não residiam em Jerusalém onde estava o templo, no entanto o dizimo não ia para o templo, mas para as suas cidades. os
    Levitas viviam em suas cidades e Jerusalém não era uma cidade levítica (Josué 20, 21). O ensino de que os 100% do dízimo eram trazidos ao templo não faz sentido porque a maioria dos levitas e sacerdotes não vivia em Jerusalém. E os dízimos eram para os levitas.
    (4) Em Mal. 3:10-11 os dízimos ainda têm a forma de alimentos (Lev. 27:30-35).
    (5) As 24 classes de levitas e sacerdotes também devem ser levadas em conta. Começando com o rei Davi e Salomão, dividiam-se em 24 famílias. Estas divisões seguiam vigentes durante o tempo de Malaquias segundo o requerido por Esdras e Neemias. Já que só uma família servia no templo por só numa semana ao mesmo tempo, não tinha razão alguma para enviar TODO o dízimo ao templo quando o 98% tinha como finalidade a alimentação dos que ficavam nas cidades levíticas (para as classes se veja 1º das Crôn. capítulos 23-26; 28:13, 21; 2 Crô. 8:14; 23:8; 31:2, 15-19; 35:4, 5, 10; Esdras 6:18; Nee. 11:19, 30; 12:24; 13:9, 10; Lucas 1:5).
    Portanto, ao analisar o contexto das cidades levíticas, as 24 famílias de sacerdotes, os meninos menores de idade, as esposas, Números 18:20-28, 2º das Crônicas 31:15-19, Neemias 10-13, e todo Malaquias, somente como 10% do dízimo recebido pelos levitas, chamado de O DIZIMO DOS DIZIMOS normalmente se requeria no templo de Jerusalém. À casa do tesouro, que serviam par alimentar tanto os sacerdotes que ministravam por seu turno, como também aos levitas porteiros guardas cantores, e de demais função. Daí a famosa frase: para que haja mantimento na minha casa..\
    Tanto a bênção como a maldição de Malaquias 3:9-11 esteve em vigência até que o Pacto Antigo caducou na cruz.e não diz respeito à igreja. Os que escutaram a Malaquias por vontade própria reafirmaram o Pacto Antigo (Nee. 10:28,29). “Maldito o que não confirme as palavras desta lei, pondo-as por obra.” E todo o povo dirá: “Amém.” (Deu. 27:26 citado em Gál. 3:10). Mas Jesus pôs fim à maldição. “Cristo isentou-nos da maldição da lei, feito por nós maldição; (porque está escrito: Maldito qualquer que é pendurado em madeiro)” (Gál. 3:13).
    Hoje as pessoas com rendimentos mais baixos são os que pagam o dizimo em maior quantidade às instituições captalistas( Ministérios) agências rentáveis, as quais tem levados seus lideres adquirirem muita riqueza pessoal. No entanto a maioria dos dizimistas segue na pobreza. Pois dados do IBGE comprova que os crentes são os que mais dão dinheiro em suas religiões, mas em contrapartida, são os mais pobres religiosos do pais. pagar o dízimo não é a resposta mágica que substitui a educação, determinação e o árduo trabalho. Se Malaquias 3:10 deveras funcionasse para os cristãos do Novo Pacto, então os milhões de cristãos pobres que pagam o dízimo talvez já tivessem escapado da pobreza e já seria o grupo mais endinheirado do mundo, em vez de seguir entre o grupo mais pobre. Fora claro os que recebem o dizimo, e com este vivem uma vida regalada recebendo altos salários, que chegam a ser maior que o salário do presidente da republica brasileira,e adquirem muito patrimônio pessoal, Não há prova alguma que a maioria das pessoas pobres que “pagam o dízimo” recebe bênção financeira resultado de pagar o dízimo. As bênçãos do Pacto Antigo não são as bênçãos do Novo Pacto (Heb. 7:18, 19; 8:6-8, 13).
    Item #13: O Novo Testamento Não Ensina o Dízimo. Por isso os defensores da falsa doutrina não usa nenhuma das cartas dos apóstolos, já observaram?…ja viram que o apostolo Paulo que é o apostolo dos gentios, nunca ensinou o mandamento do dizimo?
    A falsa doutrina é que Jesus ensinou o dízimo em Mateus 23:23, o qual segundo dizem eles, é evidente no Novo Testamento.
    O Novo Pacto não começou quando Jesus nasceu, senão quando Ele morreu (Gál. 3:19, 24, 25; 4:4, 5). O dízimo não é ensino para a igreja após a cruz! Quando Jesus falou do dízimo em Mateus 23:23, o “vocês” se referia à obediência judaica à lei do Pacto Antigo o qual o apoiou e endossou até a cruz (veja-se “da lei” em 23:23). Em Mateus 23:2 e 2 (o contexto de 23:23) Jesus disse a seus seguidores judeus que obedecessem aos escribas e fariseus “porque se sentam na cadeira de Moisés”. No entanto, ele não mandou que os gentios que ele curou se apresentassem aos sacerdotes e que obedecessem à lei de Moisés (compare-se com M\at. 5:23, 24 e 8.4). E as igrejas de hoje não arrecadam dízimos das ervas das hortaliças tal como Jesus respaldasse segundo a LEI.
    Após a cruz não há nem um texto bíblico que seja, no Novo Testamento, que ensina o dízimo como mandamento para a igreja. e – Ponto! Atos 2:42-47 e 4:32-35 não dão o exemplo do dízimo para o sustento dos líderes da igreja. De acordo com Atos 2:46 os cristãos judeus seguiam adorando no templo. E de acordo a 2:44 e 4:33,34 os dirigentes da igreja compartilhavam por igual com os fiéis do que recebiam (o que não se faz hoje). Finalmente Atos 21:20-25 comprova que os cristãos judeus seguiam observando zelosamente a lei mosaica 30 anos depois – e isso deve ter incluído o dízimo segundo a LEI, os cristãos que plantavam e criavam animais davam das suas colheitas e animais. De outra maneira não os teriam permitido entrar ao templo para adorar. Portanto, qualquer dízimo recolhido pelos primeiros cristãos judeus chegava ao templo e não ia para o apoio da igreja.
    Item #14: O Sacerdócio Limitado do Antigo Pacto Foi Substituído Pelo Sacerdócio de Todos os Crentes. Ap 1 v 6. Ap 5 v 8-10 Ap 20 v 6. 1ª Pd 2 v 9…
    O falso ensino é que os bispos e pastores do Novo Testamento seguem a mesma linha do sacerdócio do Velho Testamento, merecendo o dízimo. Mentira! No novo testamento, todos os cristãos são sacerdotes.
    Compare-se Êxodo 19:5,6 com 1ª Pedro 2:9,10. Antes do incidente do bezerro de ouro, a intenção de Deus tinha sido que cada israelita fosse um sacerdote de tal modo que o dízimo jamais se tivesse estabelecido. Os sacerdotes não dizimavam, mas recebiam uma décima parte do primeiro dízimo (Núm. 18:26-28; Nee. 10:37,38).
    A função e o propósito do sacerdócio do Pacto Antigo foram substituídos, não pelos bispos e pastores, senão pelo sacerdócio de todos os crentes. Igualmente a todos os regulamentos da lei, o dízimo era tão só uma sombra provisória até que chegasse Cristo (Efé. 2:14-16; Col. 2:13-17; Heb. 10:1). No Novo Pacto cada crente é feito um sacerdote para com Deus (1 Ped. 2:9, 10; Apo. 1:6; 5:10). E como sacerdote, cada crente oferece sacrifícios a Deus (Heb. 4:16; 10:19-22; 13:15, 16). Portanto, cada ordem que previamente sustentava relação com o antigo sacerdócio foi apagada na cruz. Já que Jesus também não era da tribo de Levi, até ele mesmo não qualificou. Assim, o propósito original do dízimo já não existe (Heb. 7:12-19; Gal. 3:19, 24, 25; 2ª Cor. 3:10-18).
    Item #15: A Igreja do Novo Pacto Nem é Um Edifício Nem é Um Armazém.
    O falso ensino é que no cristianismo os edifícios chamados “igrejas”, “tabernáculos” ou “templos” substituem o templo do Antigo Testamento como a morada de Deus. Mentira!!…
    A palavra de Deus jamais designa às igrejas do Novo Pacto como “tabernáculos”, “templos” ou “edifícios” nos quais mora Deus! A igreja de Deus, a morada de Deus, está dentro dos crentes. Os crentes “não vão à igreja” – senão que os crentes se “congregam para adorar”. Ademais, já que os sacerdotes do Antigo Testamento não pagavam o dízimo, então não é lógico seguir com essa prática. Portanto, é um erro chamar a um edifício “o armazém de Deus” para os dízimos. (1ª Cor. 3:16, 17; 6:19, 20; Efé. 1:22, 23; 2:21; 4:12-16; Apo. 3:12). Para “o armazém” ou “minha casa” compare-se 1ª Coríntios 16:2 com 2ª Coríntios 12:14 e Atos 20:17, 32-35. Durante vários séculos, após o calvário, os cristãos nem tinham seus próprios edifícios (para chamá-los armazém) já que o cristianismo era uma religião proibida.
    Item #16: A Igreja Cresce à Medida Que Exerce os Princípios do Novo Pacto.
    O falso ensino implica que os princípios da graça não são tão bons como os princípios da lei no antigo testamento.
    No Novo Pacto:
    (1) De acordo com Gálatas 5:16-23, não há nenhuma lei física que controle o fruto do Espírito.
    (2) 2ª Coríntios 3:10 diz que o Pacto Antigo “não tem glória” quando se compara com a “superabundante” glória e liberdade do Espírito.
    (3) Hebreus 7 é a única menção do dízimo após o calvário e explica a razão pela qual o sacerdócio levítico deve ser substituído pelo sacerdócio de Cristo, porque o primeiro era débil e infrutuoso. Ao estudar Hebreus 7 nota-se uma progressão desde o versículo 5 ao versículo 12 e até ao 19.
    (4) A maneira como se ensina o dízimo hoje manifesta a falência da igreja em crer e atuar sobre os melhores princípios do amor, da graça e da fé. As normas de dar por obrigação não podem, não resultaram e não prosperarão à igreja mais que os princípios guiados pelo amor a Cristo e às almas perdidas (2 Cor. 8:7,8).
    Item #17: A Preferência do Apóstolo Paulo Foi Que os Líderes da Igreja Tivessem Sustento Próprio. Não é honroso trabalhar.
    Não é vergonhoso fazer da obra de Deus uma profiçao?
    O falso ensino é que Paulo ensinou e praticou o dízimo. Mentira descarada.
    Como rabino judeu, Paulo se contava entre os que persistiam em trabalhar para seu próprio sustento (Atos 18:3; 1ª Tes. 2:9, 10; 2ª Tes. 3:8-14). Ainda que Paulo não condene aos que podem receber todo o apoio, também não ensina que o apoio financeiro total é a vontade de Deus obrigatória para o avanço do evangelho (1ª Cor. 9:12). De fato, duas vezes, em Atos 20:29-35 como também em 2ª Coríntios 12:14, Paulo urge aos bispos da igreja que trabalhem para prestar apoio aos crentes necessitados da igreja.
    Para Paulo, “viver o evangelho” significava “viver pelos princípios do evangelho de fé, amor e graça” (1ª Cor. 9:14). Ainda que Paulo entendesse que ele tinha certo “direito” a algum apoio, ele concluiu que sua “liberdade” ou o sentir-se livre de pregar sem impedimentos era-lhe mais importante no cumprimento de seu apelo para com Deus (1ª Cor. 9:12, 15; 2ª Cor. 11:7-13; 12:13, 14; 1ª Tes. 2:5, 6). Enquanto trabalhava fabricando tendas, Paulo aceitou um apoio limitado, mas se jactava que seu pagamento ou salário era que ele podia pregar o evangelho voluntariamente, sem ser ônus para outros (1ª Cor. 9:16-19).
    Item #18: O Dízimo Não se tornou mandamento Para a Igreja Até 777 a.D. sendo a igreja católica romana mãe das heresias que o aplicou como mandamento, cristo não o aprova.
    O falso ensino é que a Igreja sempre ensinou o dízimo.(mentira!)
    As primeiras congregações cristãs se formaram seguindo o padrão das sinagogas judaicas dirigidas pelos rabinos que, semelhantes a Paulo, negavam-se a receber rendimentos da pregação e o ensino da Palavra de Deus. Há muitos livros em torno da vida social dos judeus que explicam este detalhe.
    Desde a morte de Cristo até que o cristianismo chegou a ser uma religião com reconhecimento legal, 300 anos depois, a maioria dos grandes líderes da igreja se impôs votos de pobreza. Este é um fato histórico com apoio em documentos históricos! Tomaram literalmente as palavras de Jesus ao jovem rico em Lucas 18:22 “vende tudo o que tens, e dá á os pobres, e terás tesouro no céu; e vem, segue-me”. A maioria dos historiadores da igreja está de acordo que estes primeiros líderes da igreja ao menos pelos primeiros 200 anos trabalhavam em sustento próprio. Um líder cristão não podia dizer a um oficial do censo romano que seu trabalho era de tempo integral na pregação de uma religião “proibida”.
    Clemente de Roma (c95), Justino, o Mártir (c150), Irineu (c150-200) e Tertuliano (c150-200), todos se opunham ao dízimo por ser estritamente uma lei do velho testamento, sendo assim exclusivamente judaica. O Didaquê (c150-200) sancionava aos apóstolos itinerantes que ficavam mais de três dias e depois pediam dinheiro. Os viajantes que decidiam se combinar com eles viam-se obrigados de aprender um ofício. Os que ensinam o dízimo não citam as declarações destes pais da igreja que se opunham ao dízimo.
    Cipriano (200-258) fracassou quando tentou impor o dízimo em Cartago, África do norte, ao redor do 250 a.D. No entanto, quando se converteu, Cipriano entregou sua grande riqueza pessoal aos pobres e tomou um voto de pobreza. E – devemos recordar – suas idéias do dízimo não foram adotadas.
    Quando os mestres do dízimo citam a Ambrósio, Crisóstomo e Agostinho, como os assim chamados “pais da igreja”, por pura conveniência não incluem os primeiros 200 anos da história da igreja. Ainda, depois que o cristianismo foi legalizado, no século quarto, muitos dos grandes líderes espirituais tomaram votos de suma pobreza preferindo viver vida de solteiros em monastérios. Se é que vão citar a estes mestres do dízimo, então a igreja também deve observar o tipo de vida que eles viviam.
    Ainda que estejam em desacordo com seus próprios teólogos, a maioria dos historiadores da igreja escreve que o dízimo não chegou a ser uma doutrina aceita na igreja por mais de 700 anos após a cruz. De acordo com os melhores historiadores e enciclopédias, não foi senão até após 500 anos que o concílio local da igreja de Macón, na França, no ano 585, tentou, sem sucesso, impor dízimo sobre seus membros. Não foi senão a partir do ano 777 que Carlos Magno permitiu que a igreja católica romana, por aval de lei, pudesse recolher os dízimos.
    Tal qual, amigo meu, é a história do dízimo segundo a Enciclopédia Britânica, a Enciclopédia Americana e a Enciclopédia Católica Romana para que todos a leiam. Estes fatos históricos devem servir como prova para qualquer pessoa.
    CONCLUSÃO:
    Na palavra de Deus, o “dízimo” não aparece por si sozinho. É o dízimo dos “ALIMENTOS”. O dízimo bíblico foi limitado dentro de um marco estreito pelo mesmo Deus. O verdadeiro dízimo bíblico sempre teve estas características:
    (1) Somente o que era alimento ou comida;
    (2) Somente da atividade agrícola e pecuária;
    (3) Dado somente por israelitas;
    (4) Por quem somente vivia dentro da terra santa, dentro da fronteira de Israel;
    (5) Somente de acordo com as condições do Pacto Antigo; e
    (6) O aumento somente se podia recolher daquilo que Deus tinha produzido;
    Portanto,
    (1) Objetos que não eram alimento não podiam ser dizimados;
    (2) Animais de caça silvestre e de pesca não podiam ser dizimados;
    (3) Os que não eram israelitas não podiam dizimar;
    (4) Alimento que não fosse da terra santa de Deus não podia ser dizimado;
    (5) Quando já não havia sacerdócio levítico não havia lei, em rigor, que obrigasse o dízimo; e
    (6) O dízimo não provinha do que tinha produzido a mão do homem ou capturado por suas próprias mãos na pesca ou na caçada.
    Sendo assim, esta provado biblicamente que a lei do dizimo não é um mandamento para a Igreja do senhor, que os que insistem em afirmar que é, estão mentindo, ou equivocados, porem não inocente, afirmo categoricamente que os que aproveitam da ignorância dos servos do senhor, estão pecando contra cristo, ao aproveitar-se dos fiéis leigos, e que incorrerão em juízo. 2 Pd 2 v 3, e Ap 22 v 15. Deus não terá por inocente o culpado. Olhem por suas riquezas e patrimônios tirados do suor de muitos crentes pobres, eles testemuinharao contra vocês no dia do julgamento.
    Mensagem de um servo do senhor, a todos os pastores e lideres em geral que tem pregado esta mentira do dizimo, arrependam-se e parem de enganar os servos do senhor Jesus. E sejam corajosamente honestos e repassem para tantos quantos puderem esta menssagem. E Deus vos Salvara a Alma do fogo do Inferno….Amém!!!!……

  5. mara
    13/03/2012 às 22:18

    Não quero reformar nada! Não quero reformar ninguém! Apenas quero desconstruir minha religião e dar-me a oportunidade de começar novamente. Do zero! Quero aprender a orar porque suspeito que nunca aprendi em todos esses anos de eloquentes orações entonadas no conjunto de súplicas adornadas de lindos verbos.

    Tenho a ligeira impressão de que todas as vezes em que falei em línguas na roda de oração para fazer notório o meu nível espiritual, não me valeram de edificação alguma. E que minhas devocionais carregadas de desânimo e obrigação para com a minha “consagração” no ministério de louvor não resultaram em nenhuma intimidade com Deus!

    Quero desfazer de tudo que sei, ou que penso saber, e de tudo que não sei, e penso não saber, para aprender paulatinamente através de uma busca sincera, paciente, desobrigada, verdadeiramente motivada e autêntica, tudo quanto preciso, quanto quero e quanto me é essencial na jornada da fé. Quero despojar-me dos manuais religiosos, das doutrinas inquestionáveis, das tradições incoerentes e da estupidez e falácia da religião.

    Quero duvidar de tudo e de todos, porque minha alma contorce pela verdade e tem sede de justiça. Quero abrir os meus olhos e enfrentar o ardor da luz cortante da revelação. Quero ficar cego por um tempo em virtude do impacto que a luz da verdade traz. Ficar cego para o enlatado evangélico, cego para o cauterizado cristianismo institucional. Quero ficar cego para as fórmulas instantâneas da fé, da sua comercialização e do abuso espiritual. Quero recobrar a visão aos poucos. Enxergar com sanidade a vida, as pessoas, a família, os amigos, o futuro, o presente e o passado. Quero aprender a enxergar tudo que enxergava errado. Usar minha visão pela primeira vez!

    Quero me desviar dos caminhos da “i”greja que não segue o Caminho de Cristo. E andar na contra-mão desse sistema religioso elaborado sobre outro fundamento que não Jesus, a Rocha Viva. Quero tirar a capa que me identifica como “cristão” com o emblema da cruz para vestir-me de amor pelo próximo e por esse amor ser conhecido como discípulo de Cristo. E carregar não o emblema da cruz, antes, tomá-la dia após dia em meus ombros e renunciar à volúpia e morrer para o pecado.

    Quero fugir dos grandes eventos de milagres e shows da fé, patrocinados por sórdida ganância e puro estrelismo. E me juntar aos homens de Deus presenteados com o dom da cura que trocam o palco pelo corredor dos hospitais. Que ao invés de pedirem que vão a eles, se disponhem a IR aos que necessitam.

    Cansei de viver sob maldição financeira! E, agora, não gasto meu dinheiro patrocinando esse sistema putréfulo de escravizar a fé dos pequeninos. Não quero participar de tal infâmia! Que o pouco que tenho sirva não ao luxo dos templos e de seus donos, mas, aos que realmente necessitam da minha fidelidade financeira resultante da confiança no Jeová Jiré. E não da ameaça pastoral de maldição da pobreza versus prosperidade.

    Quero ser livre para pecar! E da mesma maneira não pecar por entender que não me convém. Mas, se o desejo do pecado ronda a minha mente e não peco por causa da pressão de ter que me consagrar no ministério da “i”greja, que pobre que sou. Porque ainda não seria livre do pecado, mesmo não o praticando… Quero aprender a conduzir meu estilo de vida como resposta de gratidão à aceitação e perdão de Cristo, não como regras e proibições eclesiásticas que não tem efeito nenhum contra o pecado.

    Estou desconstruindo a minha fé míope e doente para cultivá-la de forma autêntica, sincera, humana e verdadeira. Estou disposto a arriscar minhas crenças pelo conhecimento da verdade eterna, de modo, que mesmo vendo-a como em espelho, possa um dia conhecê-la completa assim como sou conhecido. Se para encontrar o Deus que está estampado no caráter de Cristo, me tornar necessário descrer do Deus pregado, e tornar-me ateu, que assim seja. E que possa, conhecê-Lo de forma pura, única, pessoal e intransferível.

    Quero derrubar meus pilares espirituais porque não sei de onde vieram. Estavam lá no discurso e na retórica que pseudonimamente aceitei como sendo Jesus Cristo. Agora, nego a cartilha que reza, nego a teologia pronta que engoli e dou-me a oportunidade de aceitar, de fato, Cristo meu Senhor e Salvador, pura e simplesmente.

    Se fosse possível voltar ao ventre de minha mãe e carregar em meus genes a luz que agora vejo, para que ao nascer, soubesse desviar dos caminhos que para o homem parecem bons, poderia começar de novo sem incongruências e inverdades ludibriosas.

    Talvez, só agora tenha entendido o que significa “nascer de novo”…

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