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Grupo que organiza protestos na Marcha para Jesus publica carta aberta à organização do evento. Leia na íntegra


Grupo que organiza protestos na Marcha para Jesus publica carta aberta à organização do evento. Leia na íntegra

O grupo conhecido pelos protestos na Marcha para Jesus e em eventos de igrejas neopentecostais publicou uma carta aberta expressando seus objetivos.

A carta é endereçada à organização da Marcha para Jesus e o grupo, até então conhecido pelas frases em suas faixas, “Voltemos ao evangelho puro e simples” e “O $how tem que parar”, agora denomina-se “Movimento pela Ética Evangélica Brasileira” (MEEB).

No documento, o movimento denomina o pastor Paulo Siqueira como líder e representante, e ressalta o caráter pacífico do movimento: “Viemos por meio deste instrumento esclarecer quem somos, nosso objetivo e o porque nos faremos presentes na Marcha Para Jesus. Entendemos que este esclarecimento se faz necessário para evitar conflitos desnecessários, decorrentes da incompreensão de nossos motivos e anseios”, introduz a carta.

A insatisfação com o quadro atual das igrejas evangélicas brasileiras é apresentada pelo documento do movimento, que atesta possuir representantes em outras regiões. O texto do MEEB afirma que os protestos fazem parte de “um movimento de expressão nacional, que surgiu como a manifestação de uns poucos em resposta a escândalos protagonizados por lideranças evangélicas” e emenda, afirmando que o “pequeno grupo não tinha a intenção de iniciar um movimento, nem a expectativa de que tantos, em diversos Estados, viessem a aderir à nossa causa e promover manifestações em outras localidades”.

A carta foi publicada no blog “As pedras clamam”, do pastor Paulo Siqueira, e ressalta que “o objetivo deste movimento é ser uma voz da Igreja, pela Igreja e para a Igreja, denunciando a corrupção ética, a incoerência entre discurso e prática” e frisa a reprovação do movimento em relação à teologia da prosperidade.

-Somos um grupo interdenominacional e, por assim ser, não defendemos uma linha doutrinária específica. Mesmo assim, reconhecemos que a doutrina que nos é comum transcende nossas diferenças e encontramos nela o parâmetro para avaliar o discurso e a ação da Igreja no Brasil […]Não concordamos com algumas doutrinas onde o ensino se centraliza na satisfação dos desejos e vontades dos fiéis, ao invés da vontade de Deus; onde nosso Deus é trasvestido como sendo um deus mesquinho que negocia curas, milagres e prosperidade em troca da devoção e sacrifícios dos fiéis.

A carta traz ainda a defesa pelo incentivo à leitura e estudo da Bíblia Sagrada: “Cremos que uma Igreja que saiba manejar bem as Escrituras e que nelas busca direção dificilmente se dobrará a qualquer vento de doutrina que contrarie a Verdade Bíblica. Cremos que o conhecimento verdadeiro do Evangelho é essencial para o amadurecimento da Igreja”.

Confira abaixo, a íntegra da “Carta aberta aos organizadores da Marcha para Jesus em São Paulo 2012”, publicada pelo Movimento pela Ética Evangélica Brasileira:

Caros organizadores,

Nós, do Movimento pela Ética Evangélica Brasileira, viemos por meio deste instrumento esclarecer quem somos, nosso objetivo e o porque nos faremos presentes na Marcha Para Jesus. Entendemos que este esclarecimento se faz necessário para evitar conflitos desnecessários, decorrentes da incompreensão de nossos motivos e anseios.

O Movimento pela Ética Evangélica Brasileira é um movimento de expressão nacional, que surgiu como a manifestação de uns poucos em resposta a escândalos protagonizados por lideranças evangélicas. Este pequeno grupo não tinha a intenção de iniciar um movimento, nem a expectativa de que tantos, em diversos Estados, viessem a aderir à nossa causa e promover manifestações em outras localidades. Por se tratar de um movimento ainda jovem, ainda estamos por definir muito a respeito de nossa organização, porém, reconhecemos na pessoa do Pr. Paulo Siqueira, idealizador e promotor deste movimento, nosso representante. Ele propôs, organizou e esteve à frente deste movimento em São Paulo desde a primeira manifestação deste grupo e tem prestado apoio para as demais expressões deste movimento em todo o território nacional.

O objetivo deste movimento é ser uma voz da Igreja, pela Igreja e para a Igreja, denunciando a corrupção ética, a incoerência entre discurso e prática, assim como destacando a beleza da Igreja que tem agido mesmo não recebendo o devido destaque, destaque este que, infelizmente, tem sido dado somente aos escândalos que nos dividem e nos alienam.

Somos um grupo interdenominacional e, por assim ser, não defendemos uma linha doutrinária específica. Mesmo assim, reconhecemos que a doutrina que nos é comum transcende nossas diferenças e encontramos nela o parâmetro para avaliar o discurso e a ação da Igreja no Brasil. Concordamos com os credos antigos, temos a Bíblia como nossa regra de fé e prática e buscamos depender da orientação e da proteção do Espirito Santo de Deus para que a Verdade nos seja cada vez mais clara e para que nossas mentes não deturpem a Verdade conformando-a aos nossos desejos, anseios e percepções pessoais.

Não concordamos com algumas doutrinas onde o ensino se centraliza na satisfação dos desejos e vontades dos fiéis, ao invés da vontade de Deus; onde nosso Deus é trasvestido como sendo um deus mesquinho que negocia curas, milagres e prosperidade em troca da devoção e sacrifícios dos fiéis, sacrifícios estes que muitas vezes se caracterizam pela exploração financeira dos fiéis; que possibilitam que líderes eclesiásticos se utilizam de sua influência para manipular politicamente os fiéis em favor de interesses particulares; onde se descontextualizam passagens e versículos bíblicos, de modo que justifiquem qualquer doutrina de interesse privado; que favorecem a construção de grandes templos, catedrais, estratégias imperialistas e manutenção da maquina eclesiástica mas que muito pouco fazem por aqueles que precisam, esquecendo-se daqueles que a Bíblia chama de “órfãos, viúvas e estrangeiros. Por isso defendemos por meio de nosso protesto que os fiéis busquem aprender a ler a Palavra de Deus destituídos de lentes doutrinárias, que estes busquem ferramentas que os possibilitem avaliar o ensino que tem recebido e que, uma vez que encontrem desvios entre a Palavra de Deus e o ensino que tem recebido, procurem seus mestres/pastores e os exortem em amor a um caminho mais excelente. Cremos que uma Igreja que saiba manejar bem as Escrituras e que nelas busca direção dificilmente se dobrará a qualquer vento de doutrina que contrarie a Verdade Bíblica. Cremos que o conhecimento verdadeiro do Evangelho é essencial para o amadurecimento da Igreja.

Reconhecemos que a Igreja é a noiva de Cristo apesar de, no momento, estar dividida e contaminada pelo pecado. Não temos expectativas de que nossas ações venham a ser a solução para essa divisão e para essa contaminação – cremos que a ação redentiva para a Igreja se encontra em Jesus, e somente em seu Governo esta será totalmente purificada e restaurada. Dessa forma, nossa voz tem como propósito:

1) destacar para a sociedade que existem aqueles que não concordam com a corrupção ética evidente em muitas de nossas lideranças e em muitos cristãos de forma geral;

2) animar e fortalecer a Igreja de Jesus, que se sente acuada, constrangida e sozinha, lembrando-a que Jesus já havia dito que dias como os nossos chegariam e que nosso chamado a sermos luz se faz ainda mais necessário em nossos dias;

3)denunciar o pecado em nosso meio, não como forma de atacar lideres e Ministérios específicos, mas desvinculado a denúncia, tornando-a uma declaração universal não dirigida – reconhecemos que essa tarefa é particularmente difícil, porém temos pedido orientação e discernimento para que possamos fazê-la;

4)persuadir lideranças e cristãos de forma geral a refletirem sobre suas ações, suas intenções, sua doutrina, suas posturas e comportamento;

5)incentivar, acolher e apoiar lideranças que, reconhecendo o seu pecado e o impacto desse sobre a Igreja, queiram mudar;

6)incentivar ações que entendemos como próprias aos filhos de Deus;

7)promover a unidade na Igreja.

No dia 14 de julho nós, do Movimento pela Ética Evangélica Brasileira, pretendemos estar na Marcha para Jesus, como tem ocorrido nos últimos anos. Entendemos que esse espaço de foro público nos pertence também, afinal, como evangélicos, também temos o direito de nos fazer presentes em um evento público que tem como finalidade dar voz e expressão aos evangélicos de São Paulo. Estaremos, como nos anos anteriores, nos manifestando por meio de camisetas com frases bíblicas e faixas com dizeres bíblicos que visam a despertar a Igreja brasileira para a Verdade bíblica e o impacto que esta deve ter em nossa sociedade.

Pretendemos estar na Marcha para Jesus com nossas faixas e camisetas, de forma totalmente pacífica, expressando, neste espaço público que nos fora reservado, aquilo que acreditamos ser um chamado à santidade e à unidade: uma palavra de Deus para a Igreja através da Igreja, convidando todos a um novo compromisso para com Deus, para uns com os outros e para com a sociedade.

Gostaríamos de solicitar que os Organizadores da Marcha Para Jesus alertem sua equipe e, se possível, os participantes quanto a nossas intenções pacíficas, evitando assim conflitos desnecessários como na última edição da Marcha para Jesus em São Paulo, quando fomos alvo de insultos, agressões e coerções. Sabemos que não precisamos lembrá-los disso, mas gostaríamos de solicitar que que busquem alertar seus integrantes – em especial à equipe de segurança – que não é lícito o roubo de nossas faixas, afinal o roubo de qualquer bem é crime, e é pecado – não convém que o povo de Deus seja associado a tais práticas – além disso, o roubo de faixas ou qualquer tipo de agressão vai contra o objetivo da Marcha, expresso no site http://www.marchaparajesus.com.br/2012/marcha.php, onde se diz: “Um ato pacífico, consciente e excitante do mover de Deus em nossos dias”.

Reafirmamos que nosso movimento é totalmente pacífico, condizente com o que é esperado de cristãos. Reconhecemos que temos total direito de nos manifestar através de faixas e camisetas, pois no atual Estado de direito é garantida a livre expressão. Nossas faixas e camisetas não se referem a nenhum líder ou denominação em especial, pois buscamos apontar os ensinos enganosos atribuídos ao nome de Jesus Cristo. Reafirmamos nosso amor e compromisso para com a Igreja de Cristo, e nossa manifestação não passa de uma das formas que encontramos de exercer nosso amor e compromisso para com Cristo e para com a Igreja.

Nossa oração é que tudo ocorrerá na mais perfeita ordem, conforme o que se espera de verdadeiros cristãos.

Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos,

Movimento pela Ética Evangélica Brasileira

Voltemos ao evangelho puro e simples, o $how tem que parar!

A Deus, toda a honra e toda a glória para sempre.

Fonte: Gospel+

  1. MÔNICA
    08/12/2012 às 12:31

    Prezada Mª José, quando Jesus Cristo nomeou os fariseus como filhos do diabo, isto era uma crítica ou um elogio ? Quando Jesus Cristo teceu o azorrague e com ele chicoteou os vendilhões do templo, derrubando mesas e soltando os animais vendidos pª o sacrifício, Ele o fez de brincadeira ou irado ? Quando Jesus Cristo respondeu aos doutores da lei, dizendo: “Porque dizeis vemos, o vosso pecado subsiste”, Ele errou porque se dirigiu aos líderes religiosos da época, afinal, todos eram judeus, não é mesmo? Se vc não sabe responder nenhuma destas perguntas simplíssimas, como acha que é uma pessoa dita cristã? E o que é pior, defende quem rouba em nome de Cristo? Definitivamente, vc não conhece o Deus da Bíblia…

  2. marcilio leão
    10/10/2012 às 15:52

    Finalmente alguem demonstra lucidez quanto à nescessidade de combate as aberrações da teologia da prosperidade. Cite-se os nomes: RR Soares, Edir Macêdo, A Igreja Mundial do Reino de “deus”, e o “apóstolo” Estevam Ernandes que, junto com a bispa perua, envergonham o nome do evangelho.

    Aproveitando o ensejo, a MARCHA PRÁ JESUS, é outra coisa disvirtuada, primeiro porque Jesus nunca ensinou:IDE POR TODO MUNDO FAZENDO MARCHAS mas sim testemunhando,e em segundo lugar o comportamento na “marcha” não é de “marcha”, protesto, passeata, etc…. mas sim de carnaval e folia, métodos do mundo, similares ao mundo, resultando em descaracterização do evangelho sóbrio, corajoso, siso e genuíno.

    marcilio leão

  3. Paulo Motta
    10/08/2012 às 11:39

    Apoiado.
    Não podemos ver tantas barbaridades sendo ensinadas em nossas igrejas sem nos manifestar.
    Mas infelizmente, isso nunca vai acabar, pois Jesus mesmo disse que viriam falsos profetas que falariam aquilo que as pessoas querem ouvir, e não o que elas precisam ouvir.
    Basta comparar os ensinamentos de Jesus com os desses “Pastores”, que fica evidente que alguém desvirtuou os ensinamento sagrados de Cristo.

  4. maria josé
    16/07/2012 às 20:06

    PELO AMOR DE DEUS VÃO PROCURAR O QUE FAZER…VOCÊS ESTÃO QUERENDO UMA NOVA RELIGIÃO…SÃO AQUELAS PESSOAS QUE QUEREM FORMAR UMA NOVA ORDEM MUNDIAL.?
    VOCÊS IDOLATRAM A CRÍTICA ESSE É O dEUS DE VOCÊS A “CRÍTICA”
    ISSO NÃO É PECADO?

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