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Eu não sou o próximo Lutero!


Esse cara não sou eu!

Por Gutierres Fernandes Siqueira

A história de Lutero é inspiradora. Ainda no início de minha fé tive a oportunidade de ler um livro sobre a história do cristianismo e a vida de Lutero era um dos destaques. Com o tempo tive um envolvimento com a atividade apologética e, na ânsia de consertar o mundo, pensava que seria um reformador como Lutero. Mas, graças a Deus, eu cresci e acordei do instinto revolucionário.

01. Não, eu não serei o próximo reformador do cristianismo. Nem eu e nem você, meu caro leitor. A nossa contribuição é pequena, local e limitada no tempo. Ora, pode ser grande, global e ilimitada? Sim, todavia, o primeiro cenário talvez seja o mais provável.

02. Lutero queria ser ouvido pela hierarquia romana, mas não tinha a intenção de acabar com a Igreja Católica. Ele, na verdade, foi expulso. Lutero sabia apontar o erro sem jogar fora todo o bebê com a água suja (perdoem-me pelo clichê). É certo apontar os problemas da Igreja Evangélica, mas será que muitas vezes não estamos viciados na crítica em si? Será que há somente problemas na Igreja Evangélica? Será que não cometemos o mesmo erro natural da velhice ao ver o passado com um idealismo irreal? Será que somos profetas com a síndrome de Elias, pois achamos que somos as únicas vozes de Deus na terra? A Igreja está doente? Sim, talvez, mas não está morta.

 

 
03. A juventude é ótima, mas normalmente imprudente. Você já observou como o seu avô é mais paciente do que o seu pai? E já observou que o seu pai relata que essa paciência não condiz com o passado do seu avô? Ora, o homem é naturalmente mais tolerante e paciente com o passar do tempo. Não é à toa que os avós sejam tão divertidos para os netos. Nós, os jovens, somos normalmente mais intolerantes e revolucionários. E não há revolução sem violência. A natureza da juventude é a velocidade, a violência, a aventura, o perigo, ou seja, "velozes e furiosos". O jovem sempre acredita ser um agente do progresso, mas, por vezes, perpetua erros do passado pela sua imprudência.

 
04. É possível ser jovem e contribuir com a história. Você sabia que João Calvino escreveu uma das obras mais importantes do Ocidente cristão com apenas 26 anos? E, também, o pastor João Ferreira de Almeida começou a traduzir a Bíblia para o português com apenas 16 anos. Há inúmeros outros exemplos. Sim, é possível contribuir significamente com pouca idade. É possível ser maduro ainda jovem. E faz parte da maturidade atribuir menor importância para a nossa própria obra. Faz parte do crescimento espiritual enxergar as nossas limitações.
Eu não serei o próximo Lutero, mas sou apenas um blogueiro. “Entretanto, cada um continue vivendo na condição que o Senhor lhe designou e de acordo com o chamado de Deus. Esta é a minha ordem para todas as igrejas” [1 Coríntios 7.17].

Vi aqui

  1. a
    17/02/2016 às 17:59
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