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Archive for the ‘História’ Category

Carta Aberta aos meus amigos militantes

Belo Horizonte, 08 de Outubro de 2014

 

Desde pequeno sempre tive um grande interesse em mente: conhecer mais do mundo e das coisas que nele existem. Na perseguição diária deste objetivo passava tardes inteiras na Biblioteca Joaquim Camargo, em São Pedro dos Ferros, cidade pequena encravada nu vale da Zona da Mata, nas Minas Gerais, a escarafunchar todo tipo de livro sob o olhar de Janete, a bibliotecária de profundos olhos azuis.

Lia a Time Life, enciclopédias, livros variados em formas, gêneros e assuntos. Em casa, a Enciclopédia Trópico, adquirida por meus pais, era por livro de cabeceira meu e de minhas irmãs e uma fonte de recorrentes consultas durante a vida escolar. A Coleção Para Gostar de Ler foi minha companheira durante anos, despertando em mim o gosto pelas crônicas. Nas asas da Coleção Vaga Lume, ainda menino, iniciei meus primeiros ensaios para vôos mais altos na alta Literatura.

Não li tudo que quis e nem quis tudo o que li. “E daí, o que isso tem demais?” me dirá você. A leitura me desvelou a face para novos horizontes e perspectivas de vida; ouso dizer, fez parte da argamassa que hoje dá coesão ao emaranhado de coisas que sou e que me fiz ser.

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A rebelião dos canários

Por; Pilar Rahola*

Os mineiros tinham, até bem adiantado o século XX, uma técnica infalível para se protegerem nas profundidades da rocha: os canários.

A pequena ave, mais sensível que o homem à falta de oxigênio e aos gases tóxicos, morreria primeiro que estes se nas minas houvessem gases venenosos ou demasiado monóxido de carbono. Se os mineiros vissem os canários morrerem ou asfixiarem-se, sabiam que deviam abandonar a mina a toda velocidade. O canário era o primeiro que sofria por um mal que acabaria por matar a todos.

Em Skopje, na ex-Iugoslávia, encontrei certa vez um ancião que havia sobrevivido à história eriçada de guerras de seu país. Contou-me o segredo de sua sobrevivência: "Quando os judeus são perseguidos ou escapam – disse com sua boca desdentada – é hora de fazer as malas".

O ancião iugoslavo tinha razão: na história moderna os judeus foram os "canários" do mundo. Elementos minoritários e vulneráveis da sociedade, os judeus sempre foram o primeiro alvo dos movimentos de destruição e desumanização.

Na Inglaterra do "apaziguamento", Winston Churchill denunciava o verdadeiro caráter da Alemanha nazista. Um regime que começa perseguindo os judeus – dizia Churchill – cedo ou tarde ameçaria a liberdade e a vida de todos.

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O Alcorão é um Livro Pacífico? Tire suas Conclusões!

Trechos do ALCORÃO, o Livro Guia do Islamismo

 

 

"Sabei que aqueles que contrariam Alá e seu mensageiro¹ serão exterminados, como o foram os seus antepassados; por isso Nós lhes enviamos lúcidos versículos e, aqueles que os negarem, sofrerão um afrontoso castigo."

Alcorão, Surata 58,5

 

"Ó fiéis, combatei os vossos vizinhos incrédulos para que sintam severidade em vós; e sabei que Alá está com os tementes."

Alcorão, Surata 9,123

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O julgamento de Nelson Mandela

 

« Há apenas um meio de abreviar a agonia assassina da velha sociedade e as dores de parto ensanguentadas da nova sociedade, simplificando-as, concentrando-as, apenas um meio: o terrorismo revolucionário »

Karl Marx

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O ex-líder do ANC confessou em tribunal a sua opção pela violência:

« The avoidance of civil war had dominated our thinking for many years, but when we decided to adopt violence as part of our policy, we realized that we might one day have to face the prospect of such a war. This had to be taken into account in formulating our plans. We required a plan which was flexible and which permitted us to act in accordance with the needs of the times; above all, the plan had to be one which recognized civil war as the last resort, and left the decision on this question to the future. We did not want to be committed to civil war, but we wanted to be ready if it became inevitable.

Four forms of violence were possible. There is sabotage, there is guerrilla warfare, there is terrorism, and there is open revolution. We chose to adopt the first method and to exhaust it before taking any other decision. »

Nelson Mandela,  Declaração durante o Julgamento de Rivonia, África do Sul, 20 de Abril de 1964.

http://www.rfksafilm.org/html/speeches/mandela.php

«Evitar a guerra civil tinha dominado o nosso pensamento por muitos anos, mas quando decidimos adoptar a violência como parte da nossa política percebemos que um dia teríamos de enfrentar a perspectiva dessa guerra. Isto teve que ser tido em conta na formulação dos nossos planos. Precisávamos de um plano que fosse flexível e nos permitisse agir de acordo com as necessidades do momento, acima de tudo, o plano tinha de ser um que reconhecesse a guerra civil como última opção e deixasse uma decisão sobre essa questão para o futuro. Nós, não queríamos tomar a decisão da guerra civil, mas quisemos estar prontos caso ela se tornasse inevitável.

Quatro formas de violência eram possíveis. Existe a sabotagem, existe a guerrilha, existe o terrorismo e existe a revolução aberta. Optámos por adoptar o primeiro método e esgotá-lo antes de tomar qualquer outra decisão. »

A justificação de Mandela não convenceu o tribunal e percebe-se facilmente porquê. Estando acusado de organizar e recrutar tantos meios de destruição e desordem, não foi boa ideia confessar que via o terrorismo como forma de luta possível (um santo de um homem!), mas preferiu reservá-lo para mais tarde e apostar primeiro numa forma de violência mais branda e simpática, a sabotagem (conta-me histórias…).

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Deforma Protestante

DEFORMA

Está também criado o Selo Deformador:

deformador

Teologia da prosperidade – análise completa

 

Por: João Rodrigo Weronka

A Bíblia Sagrada, conforme os cristãos afirmam, trata-se da única fonte de autoridade, regra de fé e moral; a Palavra de Deus deve ser a bússola que indica se o caminho que estamos seguindo de fato corresponde ao “norte” espiritual.
Em textos anteriores já falei sobre a triste condição da igreja brasileira, que dia-a-dia se deixa contaminar por valores nada cristãos, que nada tem da Palavra de Deus. A Bíblia é muito mal utilizada, e ao invés de trazer edificação e genuíno alimento espiritual, tem sido empregada por homens perversos que fazem dela um instrumento de escravidão, manipulação e tortura espiritual. Tal instrumento de tortura se forma pela distorção de textos isolados que estes falsos mestres fazem, coagindo o povo despreparado, com uma enxurrada de textos descontextualizados.
Modas sempre são bem-vindas neste meio tão sedento por atalhos. Emocionalismo barato vale mais que sã doutrina e os valores do capitalismo passam a fazer parte da igreja, fazendo desta um lucrativo negócio. Neste texto vamos tratar da Teologia da Prosperidade, uma corrente nefasta que tem semeado discórdia e inversão de valores na igreja.

História

Marca registrada de praticamente todas as igrejas neopentecostais, avançando com força contra as confissões pentecostais e fisgando muitos tradicionais, esta corrente enganosa produz toneladas de livros, manuais, Bíblias de Estudo (estudo?) DVDs, CDs, filmes e até grifes que movimentam muito dinheiro.
Tais materiais e seus divulgadores se tornaram parte do cotidiano de muitos crentes que estão com os lábios cheios de clichês como “eu profetizo”, “eu determino”, “eu reivindico”, “eu tomo posse”, “eu exijo meus direitos”, “eu resgato” ou o absurdo “eu ordeno minha benção”. Repare que o “eu” é o eixo desta teologia. O antropocentrismo que vemos hoje em dia é também conhecido como movimento da “Confissão Positiva”, “Palavra da Fé” ou “Evangelho da Saúde e da Prosperidade”.

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Cristãos no primeiro século

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Vídeo que montei para ser fundo do menu dos DVDs da História da Igreja.