..::For These Days::..

Com carinho, de Satanás

Querido Duvivier,

Obrigado por reduzir os ensinamentos de Jesus a uma mera ideologia humana, afinal, ninguém mandou Ele se tornar homem e viver  aí nessa terra poeirenta e amaldiçoada.

O ladrão incrédulo te manda um abraço, afinal, você o incluiu junto com o outro que foi salvo (sic), e ele está aproveitando a estadia aqui há dois mil anos e não tem perspectivas de sair, a sauna está sendo ótima para ele, tem longas conversas com os que você citou, Bakunin, Lenin, Marx, aliás este, amigo meu de longa data, junto com Ceaucescu e Hitler.

Dudu, me permite a intimidade, pois partilhamos da mesma ideologia, não fica espalhando o lance dos ricos não, pois não é bem assim, e o povo pode ficar curioso para ler a história que o Ancião de Dias escreveu, não fica bem. Tome cuidado a falar de Lucas, porque ele não conheceu o Cristo pessoalmente, escreveu o evangelho segundo a narrativa de Pedro, não gosto que meus cooperadores demonstrem  ignorância, pega leve com o que você não sabe, entre pela porta dos fundos, mesmo, não entre pela sala, aí me envergonha.

Continue batendo no espantalho do Silas, esta figura cômica que não representa os cristãos, até que os evangélicos pode ser, mas cristãos!! E, não foram,  cristãos que queimaram bruxas, os cristãos também foram mortos por estas mesmas pessoas, se informe, pelamorde.. epa, quase falei. Eu mesmo fiz questão de oprimi-los, eram os huguenotes, os quacres, os anabatistas, que matava afogados,  os valdenses, moravianos, esses fiz questão de queimar nas fogueiras, até aparecer os hereges Lutero, Buniam, Zwinglio, Calvino e outros que acabaram, com minha festa.

Não se exponha ao ridículo, senão qualquer presbiterianozinho gelado te põe no bolso.

Teça argumentos mais sólidos para enquadrar o barbudo no meu socialismo, que graças a (epa, de novo) matou cristãos e mata até hoje, um pouco menos, mas mata. Tenho feito o Estado Islâmico que tem dado bons resultados, porque você não faz umas piadinhas com Maomé, acho ele tão mal humorado depois que não amis teve sua esposacriança… mas também isso não se pode falar.

Não fica falando que você é de esquerda, pode espantar seus amigos, ainda mais os que enforcam e fuzilam os gays, como o Che, que está aqui do meu lado e não para de repetir “‘fuzilamos e continuaremos fuzilamos”, e quando você vier para acá, traga um pouco de Sertralina para melhorar a mente dele.

No mais, Ele não andava descalço, tinha sandálias nos pés, como o primo dele disse, como era mesmo o nome dele? João alguma coisa.

Ah, ele está no Velho Testamento, sim, com Gideão, Moisés, em parousias e teofanias, mas isso já é matéria avançada, deixa pra lá.

Com amor,

Sete Pele, Cramulhão, Satanás.

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Não está aqui.

 

Depois de um dia de descanso, as mulheres vão de madrugada buscar Jesus no sepulcro em que o haviam deixado. O Mestre já fazia falta, sua companhia, suas palavras, o que ele representava, e além do mais, que elas haviam presenciado ainda doía fundo no coração, vê-lo sendo espancado, humilhado, escarnecido, fazendo dEle um espetáculo pelas rua de Jerusalém, isso com aprovação dos principais sacerdotes, do povo; e os romanos, para manter a Pax Romana, fizeram o que sabiam fazer: pendurar um homem para sangrar até a morte. Isso ainda estava vívido nos corações delas.

Com as mãos carregando especiarias, unguentos e perfumes, elas não deixariam o corpo de Jesus exalar cheiro forte enquanto se deteriorava, queriam que fosse diferente, com Ele; Ele que as consolava, que tinha uma voz mansa e doce quando se dirigia ao grupo de mulheres, mostrando um contraste com a voz dura e um tanto exaltada quando vociferava contra os sacerdotes e líderes que oprimiam tanto seu povo, de mãos dadas com os Romanos; “Caifás pagará por isso”, diziam em seus corações.

Buscavam a Jesus, Palavra Viva, o Verbo Divino, o Cordeiro de Deus, mas chegando ao sepulcro viram a pedra retirada e o corpo já não estava lá.

Vazio. Panos dobrados em ordem, soldados caídos com suas armaduras e artefatos, poderosos reduzidos a corpos semi mortos.

Incompreensível situação para quem nunca a viu, turbilhões de pensamentos e impressões tomaram lugar à ansiedade de ver o Mestre, “Para onde o levaram? Onde está Ele, o deixamos aqui ontem mesmo!”.

A ansiedade humana de ver tudo como foi deixado, de ter o mundo em ordem, organizado segundo nossos intentos, segundo nossa vontade, um mundo onde não tem lugar nada que nos desnorteie, que nos aborreça, que nos contrarie, as mulheres buscam Jesus no meio de sua ordem mental das coisas. A pedra estava selando o sepulcro, agora está posta ao lado. Os soldados, orgulho do Império Romano, com seus gládios, espadas e escudos que fizeram reinos se ajoelharem, agora estão caídos como mortos. Jesus, que fora vencido pela religião imperativa em Jerusalém que sucumbira ao processo natural de todo homem, havia descido à sepultura, e ali deveria estar, inanimado, inchado, talvez irreconhecível, não estava lá.

Tudo estava fora de ordem, mas ali, numa discordância da narrativa dos Evangelhos, um ou dois homens resplandecentes, assentados, calmos, serenos e tranquilos, em contraste com a repugnância, medo e assombro que tomaram os guardas, aponto de os deixá-los semimortos, as mulheres não os temem, ainda quando eles proclamam “Porque buscais dentre os mortos aquele que VIVE? Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado.
Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia.”

Como? Ele VIVE? Buscamos então num sepulcro o dono da vida, buscamos entre os mortos o que não permaneceu morto? Buscamos nas estruturas e destinos humanos Aquele que não é homem, é o próprio DEUS? Onde o puseram? Onde o puseram? Perguntam ao Jardineiro que passava por ali. “Para onde foi o teu amado, ó mais formosa entre as mulheres? Para onde se retirou o teu amado, para que o busquemos contigo? O meu amado desceu ao seu jardim, aos canteiros de bálsamo, para apascentar nos jardins e para colher os lírios. Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele apascenta entre os lírios.” Ecoava em suas mentes Cantares de Salomão.

Então vez uma voz, ainda desconhecida, “Mulher, por que choras? Quem buscas?” num choro convulsivo de quem perdeu quem se ama, responde “Se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. A resposta vem de uma voz conhecida, de um tom cheio de amor e misericórdia, “Maria!”.

Choro, surpresa, medo dissipado, certezas refeitas, achei meu amado, achei Jesus!! “Raboni!”

Raboni! Gritamos em nossa alma quando ele nos encontra e nos chama pelo nome. Mestre! Quando nossas certeza são trocadas pela Sabedoria de Quem criou o mundo. Meu Salvador, quando nos damos conta da obra Redentora que Ele fez por nós.

Quando deixamos de busca-lo nas fatalidades humanas, nos poderes, governos, sabedorias e certezas que cultivamos durante toda a vida, Ele, o Jardineiro Amado, que desceu aos campos para nos colher, os lírios campestres sedentos pela água da vida, se fez homem, nunca deixando de ser Deus, apascenta os seus canteiros, este que semeou com lágrimas nos encontra e colhe-nos aos molhos, exultante e rejubilante, “Vinde, Benditos de meu Pai.”

Não busque entre os mortos aquele que vive. Jesus.

 

neilton, pastor.

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Quem sai da igreja por causa de pessoas nunca entrou lá por causa de Jesus

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desigrejados 1Tenho visto diferentes irmãos em Cristo compartilhar pelas redes sociais a seguinte frase: “Quem sai da igreja por causa de pessoas nunca entrou lá por causa de Jesus“. Confesso que ler isso me deixou extremamente incomodado, chocado e chateado, pois me soa como uma frase bem pouco cristã e nada embasada naquilo que Jesus ensinou. É uma frase que não expressa amor. Vamos falar um pouco sobre ela, na esperança de que, se você já reproduziu essa afirmação ou mesmo se acredita nela, consiga perceber quão desumana ela é e, assim, pare de replicá-la.

Em primeiro lugar, permita-me dizer que esta reflexão não tem como objetivo entrar por discussões no campo de calvinismo versus arminianismo. O foco da minha abordagem não é se a pessoa que deixou de frequentar uma igreja era predestinada, se tinha livre-arbítrio e toda a discussão que considero desimportante na eterna querela entre os que creem…

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Um Haka para nós que esperamos

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Aqui o link do vídeo da despedida dos soldados.

Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele.
1 Tessalonicenses 4:13-14

Hoje, assistindo logo pela manhã a despedida de soldados neozelandeses mortos no Afeganistão, onde todo um regimento de infantaria se despede entoando e coreografando o canto maori, o HAKA, com movimentos vigorosos e caretas, me contive ante a carga de emoções do evento. Percorri depois alguns vídeos no youtube e pude ver que é costume se despedirem daquela forma, onde vi colegas de escola se despedirem de jovens, famílias se despedindo de pais, irmãos, primos e aí meu sentimento mudou. Fiquei feliz em ver que a dor é colocada para fora, que o sentimento de perda não é guardado, estocado e velado durante anos.

Minha avó partiu em 2009, mas antes de ir, ligou para sobrinhos, filhos, netos e se despediu com uma doce conversa, que os dias dela estavam findando e que o Senhor havia lhe dito que partiria em breve. Em especial, ligou para um sobrinho, da cidade de Ribeirão das Neves, e enquanto ela lhe dizia acerca de sus partida, esse sobrinho lhe retrucava, “não, Tia Conceição, o que é isso… sinto saudades de tio João também…”. E enquanto ele falava, um de seus fornecedores (ele tem uma loja de móveis) o interpelou, perguntando com quem ele falava, e ele, tampando o fone com a mão, respondeu que era com sua tia que há muito não via, o outro insiste, “mas você falou Tio João, Tia Conceição”, ele, “Sim, meus tios de São Pedro dos Ferros, uai!”. Ao ouvir isso, o fornecedor toma o telefone de suas mãos e diz,

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O cadastro dos Membros na Bolívia

Não estou para levantar polêmica, mas a eleição do PT ao governo (lembre que o mandato não é do candidato, é do partido, PImentel já disse isso) não abrange apenas esta nossa nação tupiniquim, mas TODA a América Latina, através do projeto Pátria Grande, onde a prática abaixo detalhada vai chegar como prática comum e obigatória por estas plagas.

Olhem:

Enquanto isso na América Latina:

Enquanto cristãos são ameaçados e mortos em diferentes países do mundo por causa de sua fé, os evangélicos da América Latina veem aumentar a perseguição contra eles, mas em outros termos. Eles não são decapitados nem crucificados, mas vem sofrendo sanções políticas de seu direito de cultuar livremente.

Medidas de governos tem impedido a abertura de novas igrejas e também tentando fechar os templos já existentes. Na Bolívia, a Associação Nacional dos Evangélicos da Bolívia (ANDEB) trava uma batalha jurídica, que inclui uma petição de Inconstitucionalidade ao Tribunal Constitucional buscando a revogação de leis assinadas pelo presidente Evo Morales.

Defensor do chamado “socialismo bolivariano”, que tem mostrado sua influência em países vizinhos como Venezuela e Brasil, Morales estabeleceu regras que são empecilhos à liberdade religiosa. A advogada Ruth Montaño, que auxilia juridicamente a ANDEB contesta: “Essa lei é totalmente inconstitucional, incongruente com o artigo 4 da Constituição”.

Os evangélicos são minoria no país, cerca de 1,6 milhão de pessoas. O Decreto 1987 e a Lei 351, criados pelo governo de Evo e aprovados pela Assembleia Legislativa da Bolívia, tem como objetivo “regular a concessão e registro da legitimidade para igrejas, grupos religiosos e crenças espirituais, cujos objetivos não envolvem lucro”.

Morales deseja que qualquer organização religiosa no país precise reaplicar para ser considerada legalizada a partir do próximo ano. Para que isso aconteça, as denominações devem apresentar uma “lista autenticada” contendo os nomes, números da carteira de identidade, certidões de impostos e arquivos da polícia de seus líderes, bem como a relação oficial contendo nomes e números de identificação de todos os seus membros.

As igrejas também precisam fornecer um cronograma de todas as suas atividades anuais “para o controle e acompanhamento” pelo Ministério das Relações Exteriores. Quem se negar ou não preencher corretamente a documentação exigida, terá seu registro oficial cancelado, o que levaria ao confisco de propriedades da igreja, proibição de realizar cultos e fechamento de centros de treinamento.

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Carta Aberta aos meus amigos militantes

Belo Horizonte, 08 de Outubro de 2014

 

Desde pequeno sempre tive um grande interesse em mente: conhecer mais do mundo e das coisas que nele existem. Na perseguição diária deste objetivo passava tardes inteiras na Biblioteca Joaquim Camargo, em São Pedro dos Ferros, cidade pequena encravada nu vale da Zona da Mata, nas Minas Gerais, a escarafunchar todo tipo de livro sob o olhar de Janete, a bibliotecária de profundos olhos azuis.

Lia a Time Life, enciclopédias, livros variados em formas, gêneros e assuntos. Em casa, a Enciclopédia Trópico, adquirida por meus pais, era por livro de cabeceira meu e de minhas irmãs e uma fonte de recorrentes consultas durante a vida escolar. A Coleção Para Gostar de Ler foi minha companheira durante anos, despertando em mim o gosto pelas crônicas. Nas asas da Coleção Vaga Lume, ainda menino, iniciei meus primeiros ensaios para vôos mais altos na alta Literatura.

Não li tudo que quis e nem quis tudo o que li. “E daí, o que isso tem demais?” me dirá você. A leitura me desvelou a face para novos horizontes e perspectivas de vida; ouso dizer, fez parte da argamassa que hoje dá coesão ao emaranhado de coisas que sou e que me fiz ser.

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Quero trazer à memória o que, verdadeiramente, me pode dar esperança

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esperança1Você está sofrendo? Um dos conselhos mais significativos das Escrituras para lidar com a sua situação encontra-se nas palavras de Jeremias em Lamentações 3.21. Originalmente, na verdade, não se trata de um conselho, mas, sim, de um desabafo: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”. Esse é um trecho extremamente alentador da Palavra de Deus, escrito pelo profeta em meio à angústia de ver sua pátria e seu povo assolados pela Babilônia. Essa simples frase, que tornou-se muito popular na Igreja brasileira nos últimos anos, aponta um caminho excelente de consolo e paz, que podemos trilhar nas horas de maior tribulação da vida: nos lembrarmos das bênçãos que Deus já nos deu como forma de reunir forças em meio ao sofrimento. Eu gostaria, porém, de propor um olhar diferente sobre esse versículo, que acredito oferecer um refrigério ainda maior do que essa percepção.

Diga-me, por favor, se estou errado: geralmente, quando…

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