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Posts Tagged ‘guerras’

A rebelião dos canários

Por; Pilar Rahola*

Os mineiros tinham, até bem adiantado o século XX, uma técnica infalível para se protegerem nas profundidades da rocha: os canários.

A pequena ave, mais sensível que o homem à falta de oxigênio e aos gases tóxicos, morreria primeiro que estes se nas minas houvessem gases venenosos ou demasiado monóxido de carbono. Se os mineiros vissem os canários morrerem ou asfixiarem-se, sabiam que deviam abandonar a mina a toda velocidade. O canário era o primeiro que sofria por um mal que acabaria por matar a todos.

Em Skopje, na ex-Iugoslávia, encontrei certa vez um ancião que havia sobrevivido à história eriçada de guerras de seu país. Contou-me o segredo de sua sobrevivência: "Quando os judeus são perseguidos ou escapam – disse com sua boca desdentada – é hora de fazer as malas".

O ancião iugoslavo tinha razão: na história moderna os judeus foram os "canários" do mundo. Elementos minoritários e vulneráveis da sociedade, os judeus sempre foram o primeiro alvo dos movimentos de destruição e desumanização.

Na Inglaterra do "apaziguamento", Winston Churchill denunciava o verdadeiro caráter da Alemanha nazista. Um regime que começa perseguindo os judeus – dizia Churchill – cedo ou tarde ameçaria a liberdade e a vida de todos.

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Subsídios para entender o Islam (e as bases de sua diplomacia) I

 

HEITOR DE PAOLA

Um dos efeitos culturais mais devastadores dos escritos de Marx foi marcar indelevelmente a historiografia ocidental com a fácil, mas frágil fórmula mágica do ‘interesse econômico’ para tudo explicar sobre as relações entre as nações e os grupos humanos. Acredito que os últimos ocidentais que entenderam realmente o Islam foram os Cruzados. Isto porque também possuíam uma visão de mundo religiosa e unitária: o Cristianismo.

Habituados a raciocinar em termos de poderes estatais, militares, econômicos e burocráticos, os estrategistas do Ocidente perdem freqüentemente de vista a unidade profunda do projeto islâmico ao longo do tempo, nublada, a seus olhos, por divergências momentâneas de interesses nacionais que, para eles, constituem a única realidade efetiva. E nisso refiro-me aos estrategistas das grandes potências, não a seus macaqueadores de segunda mão que hoje constituem a “zé-lite” da diplomacia luliana. Estes não têm sequer a noção de que exista, para além dos lances do momento, um projeto islâmico de longo prazo…
Olavo de Carvalho

Ao que me consta fui o primeiro a perceber que a diplomacia ‘luliana’ não é burra nem cometeu uma gafe ao apoiar o Irã. Poucos dias depois verifiquei que a imprensa estrangeira já percebera o interesse do Brasil em seu próprio programa nuclear, aproveitando-se dos sinais de fraqueza da Casa Branca, devido à política de apaziguamento da ‘Doutrina Obama’ para a Estratégia Nacional de Segurança. Só a mídia brasileira, confirmando sua proverbial indigência, continua vociferando sobre a ‘vergonha que Lula nos fez passar’. Hoje, até Merval Pereira, admite que o diabo pode ser mais feio do que se pinta. Mas isto é outra história.

O texto em epígrafe foi extraído do artigo Diplomacia de Sonâmbulos onde Olavo aponta para um nível muito mais profundo de discussão:

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Subsídios para entender o Islam (e as bases de sua diplomacia) II

 

HEITOR DE PAOLA

Enquanto os diplomatas ocidentais se orientam por ‘poderes estatais, militares, econômicos e burocráticos’, os muçulmanos regulam suas discussões pela ‘unidade profunda do projeto islâmico’.

A visão islâmica do mundo
Ummah
Ummah é a palavra árabe que significa comunidade ou nação, comumente usada no contexto islâmico para indicar a ‘comunidade dos crentes’: ummat al-mu’minin, todo o mundo muçulmano incluindo a diáspora. O Corão usa Ummah Wahida para se referir ao mundo islâmico unificado.

A Sura 3:110 diz:
‘Vocês (os crentes) constituem a melhor nação criada para (o benefício do) o homem, vocês impõem o certo e proíbem o errado e acreditam em Allah; e se os seguidores do Livro ([i]) tivessem (também) acreditado teria sido melhor para eles; entre eles (alguns) são crentes, mas a maioria são transgressores’.

Ummah, no entanto é freqüentemente usada para o mundo inteiro já prevendo o futuro Império Islâmico Mundial ou Grande Califado (khallifah: representante do Profeta, soberano temporal e espiritual dos muçulmanos). É de suma importância para entender a diplomacia islâmica para a qual, diferentemente do Ocidente, as divisões do mundo não são vistas pelos dirigentes, e mesmo pelos crentes comuns, como regiões geográficas, mas sim regiões a conquistar para o Islam e que se por ora não fazem parte da Ummah, ainda o farão. Estas divisões não constam do Corão nem dos haddithim, foram introduzidas por sábios muçulmanos com base nestes documentos. Note-se que as regiões são divididas em termos de religião e não são baseadas em divisões políticas ou geográficas. A primeira divisão foi proposta pelo Grande Iman Abū Ḥanīfa (699-767), fundador da Escola Hanafi de Jurisprudência (sunita).

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"Filho do Hamas" hoje luta contra "o deus do islamismo"

 

ART MOORE

“Não estou aqui lutando contra muçulmanos. Estou lutando contra o deus deles”

De sua proeminente família muçulmana na Margem Ocidental até a agência de segurança de Israel onde ele trabalhou durante uma década – e até para alguns que se dizem cristãos – pessoas que conhecem Mosab Hassan Yousef estão achando difícil explicar sua radical transformação.

Como filho e herdeiro legítimo de um dos fundadores do grupo terrorista palestino Hamas, Yousef partiu o coração de sua família religiosa e extremamente unida e colocou a vida deles e a própria vida dele em perigo ao anunciar dois anos atrás que ele havia se tornado seguidor de Jesus Cristo. Hoje, as ameaças só se intensificaram desde que ele mudou sua missão: antes, ele salvava vidas lutando contra o terrorismo; agora, ele salva almas muçulmanas por meio de seus esforços para desmascarar o islamismo como “a maior mentira da história humana”.
Num debate via telefone na quinta-feira com WND e várias publicações cristãs, Yousef explicou que, junto com o Hamas, os meios de comunicação seculares e membros de algumas denominações cristãs estão tentando desacreditar a história que ele diz no recente livro “Son of Hamas” (Filho do Hamas), que está em décimo lugar na lista de livros mais vendidos do jornal New York Times nesta semana.

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Parlamentar afegão pede execução de cristãos

 

CHRISTIAN TELEGRAPH

Segundo a lei afegã, o proselitismo é ilegal e conversão do islamismo para qualquer outra religião é punível com a morte

A International Christian Concern (ICC) disse à ASSIST News Service (ANS) que tomou conhecimento que um secretário parlamentar afegão pediu a execução pública dos cristãos convertidos a partir do piso do parlamento, informa Dan Wooding, fundador da ASSIST Ministérios.

Na terça-feira, a Associated Free Press informou que Abdul Sattar Khawasi, vice-secretário da casa mais baixa do parlamento afegão, pediu a execução de cristãos convertidos do Islã.
Falando sobre um vídeo transmitido pela rede de televisão afegã Noorin TV mostrando imagens de homens cristãos sendo batizados e rezando em persa, Khawasi disse: “Aqueles afegãos que apareceram neste filme de vídeo devem ser executados em público. A Casa deve ordenar o procurador-geral e a NDS (agência de inteligência) para prender estes afegãos e executá-los”.

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Os jihadistas são sempre as vítimas

 

PHYLLIS CHESLER

Pense: o islamismo como jihad violento superou a americanização do major Hasan e, mais importante ainda, superou seu treinamento como soldado e psiquiatra! Ele é perito em trauma, especializado em ajudar pessoas que enfrentaram desastres.

No instante em que li sobre a chacina de Forte Hood, tive a certeza de que o atirador, ou os atiradores, eram muçulmanos.

Podem me chamar de “islamofóbica”, de “vidente”, do que quiserem.

Ao que parece, havia somente um atirador. O major Malik Nidal Hasan, muçulmano praticante de descendência palestina/jordaniana, mas cidadão americano e médico – psiquiatra, para ser exata.

Segundo o Washington Post (e citado no JihadWatch): “Hasan frequentava um Centro Comunitário Islâmico em Silver Spring e era ‘muito devoto’, conforme Faizul Khan, ex-imame do Centro. Khan disse que Hasan participava das orações pelo menos uma vez por dia, sete dias por semana, quase sempre em trajes militares; disse ainda que Hasan sempre se inscrevia para um seminário anual que reúne muçulmanos de ambos os sexos com fins matrimoniais. ‘Acho que ele nunca conseguiu um par, porque impunha condições demais’, disse Khan.”

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Relato de uma brasileira que serve no exercito de Israel

Repassando sem emitir opinião a respeito. imperdivel, para se ler uma versão de um momento internacional que está na mídia.

"Oi a todos!
Primeiro quero agradecer a todos os e-mails preocupados. Eu estou bem, ótima. Eu peço desculpas por não escrever mais frequentemente, mas no exército é assim. Não temos tempo para nada. Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história. Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos.

Eu estava lá! Ninguém me contou. Não li no jornal. Não vi fotos na internet ou vídeos no Youtube. Vi tudo como foi mesmo, ao vivo e com muitas cores. Como vocês sabem, eu estou servindo com médica na medicina de emergência do exército de Israel, departamento de trauma. Isso significa: medicina em campo.

4:30h da manhã de segunda-feira: meu telefone do exército começa a tocar. Possíveis conflito em Gaza? Pedido de ajuda da força médica, garantir que não faltarão médicos. Minha ordem: aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos, o helicóptero virá me buscar na base. No caminho, me explicam a situação. Há um navio da ONU tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do exército (até para entender o tamanho da situação).

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