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Posts Tagged ‘Israel’

A rebelião dos canários

Por; Pilar Rahola*

Os mineiros tinham, até bem adiantado o século XX, uma técnica infalível para se protegerem nas profundidades da rocha: os canários.

A pequena ave, mais sensível que o homem à falta de oxigênio e aos gases tóxicos, morreria primeiro que estes se nas minas houvessem gases venenosos ou demasiado monóxido de carbono. Se os mineiros vissem os canários morrerem ou asfixiarem-se, sabiam que deviam abandonar a mina a toda velocidade. O canário era o primeiro que sofria por um mal que acabaria por matar a todos.

Em Skopje, na ex-Iugoslávia, encontrei certa vez um ancião que havia sobrevivido à história eriçada de guerras de seu país. Contou-me o segredo de sua sobrevivência: "Quando os judeus são perseguidos ou escapam – disse com sua boca desdentada – é hora de fazer as malas".

O ancião iugoslavo tinha razão: na história moderna os judeus foram os "canários" do mundo. Elementos minoritários e vulneráveis da sociedade, os judeus sempre foram o primeiro alvo dos movimentos de destruição e desumanização.

Na Inglaterra do "apaziguamento", Winston Churchill denunciava o verdadeiro caráter da Alemanha nazista. Um regime que começa perseguindo os judeus – dizia Churchill – cedo ou tarde ameçaria a liberdade e a vida de todos.

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Batismo como Jesus custa mais de R$ 4.000 e inclui aluguel de bata e toalha

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Cristãos (?) de todas as denominações e países invadem diariamente o parque turístico de Israel para se batizar no mesmo rio de seu Messias: o rio Jordão. O local tem vestiários, batas, toalhas, certificados, água do rio engarrafada e todo tipo de souvenir para os visitantes. Incluindo o viagem, o batismo por lá sai por, pelo menos, R$ 4.024,00. A equipe do UOL foi à Israel a convite do ministério do Turismo local. Por lá, aconteceu no último mês a primeira Marcha para Jesus em solo israelense, promovida pela igreja Renascer em Cristo.

Clique e veja o vídeo, uma reportagem da UOL:

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CONHEÇA UM POUCO SOBRE OS ETERNOS CONFLITOS QUE PERMEARAM A CRIAÇÃO E A HISTÓRIA DA NAÇÃO DE ISRAEL

Por Gilfrancisco (Jornalista, escritor e professor universitário)

Adaptado por Artur Eduardo

Todos os povos conheceram guerras. Para os judeus, a guerra é simbolizada por Armagedon, um lugar mítico, que consta na Bíblia como uma região de desastre, de tragédia. Israel nasceu e cresceu sob o signo de Armagedon, ora no ataque, ora na defesa. Dispersos pelo mundo, desde a diáspora ocorrida no Antigo Império Romano, os judeus eram vítimas do anti-semitismo – movimento de ordem religiosa, política, econômica e radical, que impunha o segregamento material e cultural aos judeus, bem como a limitação de seus direitos de cidadania. A trajetória secular dessa região repleta de conflitos, muitas vezes agravados pelas conjunturas contemporâneas não permite estabelecer um cenário político estável de médio e longo prazo. Um exemplo evidente dessa indefinição e contradições é o confronto entre Israel e a Palestina.
Sionismo – O Estado de Israel bem pode ser considerado a consagração do movimento sionista, que trabalha pelo restabelecimento da soberania política do povo judeu e pelo retorno à terra de seus antepassados.

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O ocidente e o isolamento de Israel

 

HEITOR DE PAOLA

A estratégia em relação a Israel – discutida com países europeus – é isolar este país com demandas inaceitáveis.

Desde que Obama foi ungido oficialmente como Candidato do Partido Democrata que muitos, inclusive eu, vimos advertindo para uma mudança da política americana em relação a Israel em médio prazo. De todas as mudanças (changes) que Obama e sua equipe pretendem fazer (and yes, they can!) a diplomática é uma das principais. Esta mudança diplomática pode ser resumida na seguinte frase: dar as costas aos amigos tradicionais e estender as mãos aos inimigos. A segunda parte é baseada na idéia psicótica que os inimigos existem por culpa da suposta arrogância americana e dos demais países ocidentais e que, abandonando-a, as inimizades acabarão.

Conheço bem estas idéias dentro da minha área profissional. Na segunda metade do século passado a visão psicobiológica de Freud, baseada na existência de instintos herdados e imodificáveis pelo mundo externo, cuja influência se dá apenas nas camadas mais superficiais da mente, foi cedendo lugar paulatinamente à influência de Donald Winniccott na Inglaterra e Heinz Kohut nos EUA. Apregoavam estes autores que a agressividade não é inata, mas provocada pelas agressões do mundo externo, particularmente pelos pais.

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Subsídios para entender o Islam (e as bases de sua diplomacia) I

 

HEITOR DE PAOLA

Um dos efeitos culturais mais devastadores dos escritos de Marx foi marcar indelevelmente a historiografia ocidental com a fácil, mas frágil fórmula mágica do ‘interesse econômico’ para tudo explicar sobre as relações entre as nações e os grupos humanos. Acredito que os últimos ocidentais que entenderam realmente o Islam foram os Cruzados. Isto porque também possuíam uma visão de mundo religiosa e unitária: o Cristianismo.

Habituados a raciocinar em termos de poderes estatais, militares, econômicos e burocráticos, os estrategistas do Ocidente perdem freqüentemente de vista a unidade profunda do projeto islâmico ao longo do tempo, nublada, a seus olhos, por divergências momentâneas de interesses nacionais que, para eles, constituem a única realidade efetiva. E nisso refiro-me aos estrategistas das grandes potências, não a seus macaqueadores de segunda mão que hoje constituem a “zé-lite” da diplomacia luliana. Estes não têm sequer a noção de que exista, para além dos lances do momento, um projeto islâmico de longo prazo…
Olavo de Carvalho

Ao que me consta fui o primeiro a perceber que a diplomacia ‘luliana’ não é burra nem cometeu uma gafe ao apoiar o Irã. Poucos dias depois verifiquei que a imprensa estrangeira já percebera o interesse do Brasil em seu próprio programa nuclear, aproveitando-se dos sinais de fraqueza da Casa Branca, devido à política de apaziguamento da ‘Doutrina Obama’ para a Estratégia Nacional de Segurança. Só a mídia brasileira, confirmando sua proverbial indigência, continua vociferando sobre a ‘vergonha que Lula nos fez passar’. Hoje, até Merval Pereira, admite que o diabo pode ser mais feio do que se pinta. Mas isto é outra história.

O texto em epígrafe foi extraído do artigo Diplomacia de Sonâmbulos onde Olavo aponta para um nível muito mais profundo de discussão:

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Subsídios para entender o Islam (e as bases de sua diplomacia) II

 

HEITOR DE PAOLA

Enquanto os diplomatas ocidentais se orientam por ‘poderes estatais, militares, econômicos e burocráticos’, os muçulmanos regulam suas discussões pela ‘unidade profunda do projeto islâmico’.

A visão islâmica do mundo
Ummah
Ummah é a palavra árabe que significa comunidade ou nação, comumente usada no contexto islâmico para indicar a ‘comunidade dos crentes’: ummat al-mu’minin, todo o mundo muçulmano incluindo a diáspora. O Corão usa Ummah Wahida para se referir ao mundo islâmico unificado.

A Sura 3:110 diz:
‘Vocês (os crentes) constituem a melhor nação criada para (o benefício do) o homem, vocês impõem o certo e proíbem o errado e acreditam em Allah; e se os seguidores do Livro ([i]) tivessem (também) acreditado teria sido melhor para eles; entre eles (alguns) são crentes, mas a maioria são transgressores’.

Ummah, no entanto é freqüentemente usada para o mundo inteiro já prevendo o futuro Império Islâmico Mundial ou Grande Califado (khallifah: representante do Profeta, soberano temporal e espiritual dos muçulmanos). É de suma importância para entender a diplomacia islâmica para a qual, diferentemente do Ocidente, as divisões do mundo não são vistas pelos dirigentes, e mesmo pelos crentes comuns, como regiões geográficas, mas sim regiões a conquistar para o Islam e que se por ora não fazem parte da Ummah, ainda o farão. Estas divisões não constam do Corão nem dos haddithim, foram introduzidas por sábios muçulmanos com base nestes documentos. Note-se que as regiões são divididas em termos de religião e não são baseadas em divisões políticas ou geográficas. A primeira divisão foi proposta pelo Grande Iman Abū Ḥanīfa (699-767), fundador da Escola Hanafi de Jurisprudência (sunita).

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"Filho do Hamas" hoje luta contra "o deus do islamismo"

 

ART MOORE

“Não estou aqui lutando contra muçulmanos. Estou lutando contra o deus deles”

De sua proeminente família muçulmana na Margem Ocidental até a agência de segurança de Israel onde ele trabalhou durante uma década – e até para alguns que se dizem cristãos – pessoas que conhecem Mosab Hassan Yousef estão achando difícil explicar sua radical transformação.

Como filho e herdeiro legítimo de um dos fundadores do grupo terrorista palestino Hamas, Yousef partiu o coração de sua família religiosa e extremamente unida e colocou a vida deles e a própria vida dele em perigo ao anunciar dois anos atrás que ele havia se tornado seguidor de Jesus Cristo. Hoje, as ameaças só se intensificaram desde que ele mudou sua missão: antes, ele salvava vidas lutando contra o terrorismo; agora, ele salva almas muçulmanas por meio de seus esforços para desmascarar o islamismo como “a maior mentira da história humana”.
Num debate via telefone na quinta-feira com WND e várias publicações cristãs, Yousef explicou que, junto com o Hamas, os meios de comunicação seculares e membros de algumas denominações cristãs estão tentando desacreditar a história que ele diz no recente livro “Son of Hamas” (Filho do Hamas), que está em décimo lugar na lista de livros mais vendidos do jornal New York Times nesta semana.

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