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Posts Tagged ‘teologia’

Desgraçados erros bíblicos

Maurício Zágari

Já fui vítima de alguns desgraçados erros médicos, que me fizeram pensar muito sobre desgraçados erros bíblicos. Vou contar apenas duas histórias para depois chegar ao ponto. Anos atrás comecei a sentir uma dor forte na sola do pé, que mal me permitia andar. Fui a um centro de reumatologia e ortopedia, daqueles de plano de saúde, onde você tem de ser atendido em dez minutos para que se possa atender muita gente e os donos da empresa faturarem muito. Peguei minha senha, sentei na filinha e esperei minha vez. Depois de muito tempo, me chamaram e entrei no consultório. A médica, sem sair de trás da mesa, perguntou o que eu estava sentindo e descrevi o problema. Sem nem ao menos me examinar ou mandar eu tirar o sapato, ela decretou de sua cadeira: “É fascite plantar, você precisa pôr o pé em água gelada e fazer fisioterapia”. Ela é a médica, eu sou um leigo, logo obedeci caninamente o que ela disse: passei a pôr o pé todo dia em água gelada e a fazer a fisioterapia. Mas a dor não cedia. Pelo contrário: piorava. E piorava. E piorava. Chegou a um ponto em que, não aguentando mais, paguei uma consulta cara com um médico maravilhoso. Ele gastou tempo comigo. Mandou tirar o sapato e a meia, mexeu, apertou, fez diversas perguntas e diagnosticou: eu não tinha fascite plantar coisa alguma, tinha um músculo contraturado. O tratamento: pôr o pé em água quente, a água gelada fazia o músculo se contrair mais e a dor piorar. Com um dia pondo o pé no calor a dor desapareceu.

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Um Idiota com Qualquer Outro Nome

por Vincent Cheung


CONTEÚDO

INTRODUÇÃO

PERGUNTA

RESPOSTA

1 PEDRO 3:15
COLOSSENSES 4:5-6
IDIOTAS E FEZES

CONCLUSÃO

INTRODUÇÃO
Alguém recentemente me escreveu e me perguntou sobre a linguagem áspera que eu algumas vezes uso, quando me referindo aos não-cristãos. Especificamente, ele perguntou sobre a propriedade de se dirigir a um incrédulo com injúrias bíblicas. Embora eu já tenha tratado deste tópico em vários lugares nos meus escritos, eu penso que será útil compartilhar com meus leitores a minha resposta a este inquiridor.

Visto que meu propósito é ajudar no entendimento e não preservar a pergunta e resposta em sua forma original, eu editei a pergunta e expandi a resposta. [1] A pergunta serve para fornecer um contexto com o qual a resposta possa interagir. E, visto que a pergunta e a resposta não mais possuem sua forma original, observe que o “você” na porção da resposta não mais se dirige ao inquiridor original.

PERGUNTA
Eu li algumas de suas obras e tenho que confessar que eu nunca tinha considerado verdadeiramente a apologética e a mente de Cristo desta forma –– que a “sabedoria” dos incrédulos é totalmente imbecil e tola, e completamente irracional. Eu concordo totalmente com todas suas conclusões.

Contudo, esta é a melhor maneira de lhes dizer isto, com palavras como “idiota”, “fezes intelectuais” e assim por diante? Eu queria entender como você interpreta 1 Pedro 3:15 e Colossenses 4:5-6 à luz da forma como você debate com os não-crentes.

RESPOSTA

Primeiro, devemos considerar se as descrições são bíblicas. Você disse que já concorda comigo nisto, assim, não preciso gastar tempo estabelecendo isto aqui, embora eu ainda darei alguma atenção à várias palavras específicas abaixo.

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Batman – Cavaleiro das trevas: Uma análise teo-referente

Rômulo Monteiro professor da Escola Charles Spurgeon, escreve na Revista Teológica "Teologia Brasileira"

23/04/2012 16:34:22

1. INTRODUÇÃO
No dia 18 de julho de 2008 estreava a continuação de Batman Begins (2005), Batman – Cavaleiro das Trevas (doravante, BCT). Sem dúvida, um dos grandes sucessos do cinema americano dos últimos anos. Nessa introdução queremos evidenciar dados incontestáveis que nos fazem concluir que BCT é uma obra que não somente merece ser avaliada como também é uma fonte apropriada de entendimento do nosso zeitgeist (espírito da época).

Em primeiro lugar, a aceitação da massa. BCT foi o terceiro filme mais rentável de todos os tempos.1 Pressupondo que a relação entre filme e sociedade é de natureza retroalimentativa, a aceitação da massa revela muito dela mesma bem como revela a influência da obra no povo. É fato que em 2008 Batman já tinha noventa e nove anos. Pode-se, portanto, implicar que Morcego teve tempo suficiente para criar várias gerações de fãs. Daí a razão de sua aceitação, pode-se sugerir. Mas trata-se de um grande engano explicar a aceitação de BCT somente pelo histórico do seu herói. Os parágrafos seguintes elucidarão a questão.

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Teologias do Inferno

Por Maurício Zágari

Sou megaultrahiper a favor do estudo Teológico. Já fiz dois seminários e defendo com unhas e dentes o estudo da Teologia. Mas estou preocupadíssimo. Tenho visto instituições de ensino e certos professores falarem cada absurdo que minha vontade é começar a concordar com os irmãos que dizem que basta ter Jesus no coração e cantar umas músicas num festival gospel que tá tudo certo. Pois a verdade é que há muitas instituições ditas evangélicas de ensino teológico cujos desensinos têm me arrepiado todo. Por mais que seja uma contradição em termos, parecem teologias do inferno.

A última foi um professor de pós-graduação de uma universidade Metodista de São Paulo que tem quase 9 mil seguidores no twitter e que soltou a seguinte pérola na rede social: “Eu não falei nada em ganhar almas, eu nem acredito que há almas imortais“. Depois de alguns

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Não toque no Ungido – 2

Onde está a doutrina do sacerdócio universal??

INTRODUÇÃO

A vasta maioria dos membros das assim chamadas "igrejas evangélicas" de todos os matizes – sejam protestantes, evangélicas propriamente ditas, pentecostais, carismáticas e da terceira onda – já tiveram a oportunidade, em um ou outro momento, de presenciar um pastor, presbítero, missionário, evangelista, apóstolo, profeta ou algo que o valha, subir ao púlpito de uma comunidade qualquer e mandar ver um sermão acerca de "não toqueis nos meus ungidos". Junto com o sermão, bastante impróprio, diga-se de passagem, vem um besteirol que beira realmente às raias do ridículo.

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Existem Apóstolos nos dias de Hoje?

 

Leonardo Gonçalves

Por João Rodrigo Weronka

É curioso observar como algumas igrejas evangélicas tem facilidade em aceitar novidades. E é triste verificar a falta de empenho dos cristãos em observar as Escrituras e analisá-las com sensatez e cuidado. Triste também é saber que poucas são as igrejas que motivam seus membros ao estudo sistemático da Bíblia, ao aprofundamento teológico, a formação de grupos de estudo e discussão sobre as doutrinas cristãs e que verifiquem na Bíblia se as coisas realmente são como é pregado. Aliás, não é pecado analisar se os ensinos e a pregação estão em conformidade com as Sagradas Escrituras (Atos 17.10-11).
Dentro desta miscelânea de revelações e novidades que temos observado, é importante expressar-se sobre o caráter das revelações:

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Teologia da prosperidade: Porque a odeio tanto?

Leonardo Gonçalves

Por Leonardo Gonçalves

Desde que comecei a minha militância cristã, tenho tido muitos choques com alguns adeptos da teologia da prosperidade. Com a promessa de riquezas, carros mansões e de uma saúde de ferro, os pastores adeptos desse movimento iludem os “fiéis” manipulando-os ao seu bel prazer.
É muito interessante notar que nos círculos da heresia da prosperidade, a benção do crente sempre está relacionada a algum tipo de sacrifício financeiro: o famoso “toma lá, dá cá”. Deus, nesse sistema teológico mercantil, é uma espécie de banco de crédito: Você dá o dinheiro pra ele, para depois receber o investimento de volta com juros e correção.
Muitos adeptos dessa teologia são telepastores e tele-evangelistas que vivem pedindo dinheiro para manter um programa no ar. O programa deles está sempre fechando as portas por falta de patrocínio, mas a verdade é que esses programas levam anos no ar e nunca fecham. Seria um milagre? Sim, talvez o milagre da multiplicação de marionetes, de novos parceiros-fiéis, socios-contribuintes do Show (da exploração) da Fé.

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